Para fazer à tarde no Porto: Vai uma bifana na Conga?

Publicado a

O fim de um dia de trabalho não significa necessariamente uma

necessidade de relaxar e aliviar o stress num estado mais ou menos

zen. Também pode ser aquele momento em que aperta a fome, com muita

gente a lembrar-se, finalmente, que está há muitas horas sem comer

o que quer que seja. Daí que uma happy hour também possa passar por

aconchegar o estômago. E poucas coisas cumprem esse papel com tanto

denodo como as bifanas da Conga.

Sim, são umas pequenas bombas calóricas, já toda a gente o

sabe. Mas como o fruto proibido é mesmo o mais apetecido, o sabor

das bifanas da Conga ajuda a mitigar qualquer sentimento de culpa que

possa bailar na cabeça dos mais impressionáveis. Primeiro diga-se

que não há uma Conga. Há duas, ambas na Rua do Bonjardim, bem no

centro do Porto. Por isso, a probabilidade de arranjar rapidamente

uma mesa cresce de forma exponencial. Sente-se e peça logo a

primeira rodada de bifanas. É que em breves, muito breves minutos

elas chegam à mesa a fumegar. E picantes QB.

O segredo das bifanas da Conga, para além do molho, claro está,

reside na forma como a carne é cortada, em fatias muito finas,

cortadas numa máquina especial. Não são os pedaços de carne

gigantescos que alguns locais com falta de imaginação chamam

bifana. Com quase mais carne que pão, as bifanas da Conga obrigam a

alguma destreza no momento da degustação, assim como um bom copo de

cerveja ao lado. É que a coisa é picante e uma coisa, já se sabe,

leva à outra.

Claro que quem não gosta de bifanas não sai da Conga de barriga

vazia. Para lá dos pratos normais, também saem com boa cadência as

codornizes, as papas de sarrabulho e até um caldo verde. Depois há

o atendimento. A Conga dispõe de uma equipa coesa, que joga junta há

muitos anos, e ninguém se deve assustar quando a voz de um dos

empregados sobe de tom. É mesmo assim, porque a casa é comprida e

as bifanas são feitas logo à entrada. A simpatia dos funcionários

e dos donos da Conga obrigam a que este seja um ponto obrigatória de

passagem. É óbvio que após uma happy hour na Conga aconselha-se

uma saladinha de rúcula para o jantar...

Dica. Não esqueça de pedir que o pão da bifana também faça

uma rápida passagem pelo molho. Sim, aumentam as calorias, mas

triplica o prazer.

Pormenor. Se chegar à Conga e não tiver lugar não desespere. A

rotação nas mesas faz-se a grande velocidade. Rapidamente estará a

comer.

Conga: Casa das bifanas - Rua do Bonjardim, 314 -318

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt