A Groundforce e a TAP terão alcançado um acordo que permite desbloquear por agora o impasse que a empresa de handling tem vivido. "A Groundforce e a TAP chegaram, há minutos, a um entendimento que desbloqueia provisoriamente o impasse na empresa. O acordo alcançado agrada à Groundforce, até porque é muito semelhante ao que a empresa propôs desde o início. A Groundforce está, naturalmente, satisfeita por ter sido possível encontrar uma solução que permita pagar os salários aos trabalhadores e pôr fim à angústia de 2400 famílias", pode ler-se num comunicado enviado esta quinta-feira às redações.
O documento enviado às redações não dá detalhes sobre o acordo alcançado. Diz apenas que "resolvida a urgência, a Groundforce continuará a empenhar os seus melhores esforços, certamente com o apoio dos acionistas Pasogal e TAP, no sentido de resolver a questão de fundo. É preciso criar as condições para que a empresa possa desenvolver tranquilamente a sua atividade, como aconteceu nos últimos 8 anos, preservando os postos de trabalho e o valor criado"
"A Groundforce acredita que, depois destas difíceis semanas, contará com a celeridade das entidades oficiais para a concretização do empréstimo com o aval do Estado que permitirá recuperar, de forma definitiva, o normal funcionamento da empresa", acrescenta ainda em comunicado.
Os trabalhadores da empresa de assistência em terra receberam apenas 500 euros relativos aos salários do mês de fevereiro.
De acordo com a TSF, a TAP propôs comprar material da Groundforce no valor de sete milhões de euros para resolver os atuais problemas de salários na empresa. João Alves, da comissão de trabalhadores Groundforce , adiantava à rádio que estão a decorrer reuniões com a administração para saber se o acordo é aceite pela empresa.
"Há uma proposta por parte da TAP de compra de material da Groundforce e, posteriormente, a Groundforce aluga. Isto é uma prática muito usual no mundo da aviação. Neste momento, os meus colegas da Comissão de Trabalhadores estão reunidos com a administração para saber um pouco mais sobre se aceitam ou não esta proposta", disse João Alves à TSF. O acordo terá sido aceite por Paulo Neto Leite, presidente do Conselho de Administração, mas tem de ser validado pela administração da Groundforce.