Ainda é cedo para Portugal decidir se, no período pós-troika, vai optar, ou não, por uma saída do programa de assistência económica e financeira com a ajuda de uma linha de crédito dos credores internacionais.
Esta foi a principal mensagem transmitida pelo primeiro-ministro português à chanceler alemã, durante a visita de Pedro Passos Coelho a Berlim.
"Nós temos boas perspetivas para a saída do programa. Tive ocasião de transmitir à chanceler Merkel que o Governo português não tomou ainda uma decisão", disse o primeiro-ministro após o encontro com Angela Merkel.
Da parte de Alemanha, Portugal pode contar com o seu apoio para qualquer decisão que venha a tomar em abril, sublinhou a líder da maior economia da União Europeia e da zona euro, quando tiver de optar por uma das duas opções em cima da mesa: saída sem assistência como a Irlanda ou saída com com a ajuda de um programa cautelar.
"Não tenho dúvidas sobre Portugal. É uma decisão do Governo português, que será tomada na altura certa", disse Angela Merkel.
"Sei que o primeiro-ministro Passos Coelho vai decidir no momento e a Alemanha vai apoiar qualquer decisão que Portugal tomar", acrecentou.
Por outro lado, Passos Coelho sublinhou que "faz toda a diferença" que hoje " nos estejam a perguntar como é que iremos sair e não se precisamos ou não de outro programa".
Nestes "tempos de muitas dificuldades e muitos sacríficios realizados pelo povo português", o encontro de hoje com Angela Merkel foi uma "boa ocasião para agradecer publicamente todo o empenho e toda a ajuda que durante todo este tempo que sempre recebi por parte da chanceler Merkel e do Governo alemão", disse o líder do executivo nacional.