O cerca de cinco mil credores do BES mau não vão receber nada. E isto porque, como noticia o ECO, o Supremo Tribunal de Justiça confirmou o Fundo de Resolução como credor privilegiado do BES e assim os 170 milhões de euros que a massa insolvente possui servirão para pagar a este credor que foi considerado pelo tribunal como "privilegiado".
Assim o crédito de 1,2 mil milhões de euros do Fundo de Resolução será em parte ressarcido. "Atento o privilégio creditório previsto na lei para estes créditos, e agora definitivamente confirmado, o Fundo de Resolução receberá prioritariamente os recursos que vierem a ser distribuídos no âmbito do processo de liquidação judicial do BES", diz o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça.
Para os restantes credores - que têm cerca de 2,6 mil milhões de euros presos - resta o mecanismo do "no creditor worse off", que determina que nenhum credor deve suportar na resolução perdas mais elevadas do que teria se o banco tivesse sido liquidado. Segundo a Deloitte a estimativa de recuperação para os credores comuns é de 31,7%