"No Brasil, damos um pontapé numa pedra e saem de lá debaixo dois craques", disse um dia José Mourinho. Pois o campeonato nacional do país que mais prodígios produziu e produz no futebol global começou neste fim de semana, mais uma vez, recheado de talentos. O Flamengo tem a dupla mais cara, o Palmeiras a pérola no último lugar do pódio. Mas há muito mais.
Segundo o Transfermarkt, site especializado em avaliação de atletas, o atacante Pedro, que continua, aos 25 anos, a comandar o ataque rubro-negro, é o jogador mais caro do Brasileirão, avaliado em 22 milhões de euros, com uma alta recente de dois milhões em virtude de ter estado no Mundial do Qatar e de liderar a tabela dos melhores marcadores do seu clube.
Logo atrás, o outro atacante do Fla: Gabigol, que um dia passou pelo Benfica, vale 21 milhões, menos um milhão do que na anterior avaliação.
Em terceiro, um craque de 16 anos: Endrick, do Palmeiras, 20 milhões de euros, considerado "the next big thing" do Brasil, depois de Vinícius Júnior, hoje a brilhar no Real Madrid com valor incalculável.
A completar o top ten mais dois flamenguistas, o uruguaio De Arrascaeta, em quarto, e Gerson, em sétimo, dois nomes já mais ou menos consagrados, assim como Yuri Alberto, o sexto da lista que o Corinthians repatriou do futebol russo em plena pandemia.
Os quatro restantes são puros moleques: Vítor Roque, avançado do Atlético Paranaense de 18 anos, Andrey Santos, médio de 18 anos do Vasco da Gama cedido pelo Chelsea que já o garantiu, Marcos Leonardo, atacante de 19 anos do Santos, e André Trindade, médio defensivo do Fluminense de 21 anos, todos com cifras acima de 15 milhões.
Os citados Vítor Roque e André foram o segundo e o terceiro mais valorizados dos últimos meses, perdendo apenas para Arthur, um lateral direito do obscuro América Mineiro que foi chamado à seleção sub-20 brasileira, ganhou o campeonato sul-americano da categoria, ganhou a primeira convocatória pela seleção principal e já está a caminho do Bayer Leverkusen. De 200 mil euros, o defesa passou a valer cinco milhões num abrir e fechar de olhos.
Por falar em olhos, os olheiros europeus que cobrem o Brasileirão vão estar atentos jornada a jornada, dia a dia, como sempre.