Pensões de mil euros perdem 9% do poder de compra

O Jornal de Negócios avança que, com a aplicação da regra de 2006, as pensões de mil euros vão perder 9% do poder de compra.
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A nova regra para o cálculo de pensões está em vigor de 2006 e, de acordo com a edição desta quarta-feira, 5 de janeiro, do Jornal de Negócios, as pensões do segundo escalão, que incluem as de mil euros por mês, apenas contaram com atualizações em linha com a inflação quatro vezes. E desde 2006, uma pensão de mil euros perde 9,1% do seu poder de compra ou do seu valor real. Isto segundo os cálculos pedidos pelo jornal ao economista e especialista em sistema de pensões Armindo Silva, com base nos dados do INE.

O Jornal de Negócios acrescenta que no escalão seguinte, que abrange quase meio milhão de pensões entre os 2 IAS (886,4 euros) e os 6 IAS (2.659 euros), é retirado meio ponto face à inflação (do ano anterior, sem habitação).

Armindo Silva, citado pelo jornal, explica que "um pensionista que tivesse uma pensão de 1.000 euros em 2006 (2.º escalão) deveria auferir em 2022 uma pensão de 1.230 euros" a fim de manter o poder de compra. "Como a sua pensão em 2022 será de 1.118 euros sofre um corte mensal de 112 euros no seu poder de compra, equivalente a 9,1%", tendo em conta a série anual do IPC sem habituação.

Além disso, todas as pensões nesse escalão, entre os 886 euros (2 IAS) e os 2.659 euros (6 IAS), sofreram a perda de 9% (ou mais, acima dos 1.500 euros).

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