A PepsiCo deverá avançar em fevereiro com um aumento de 50% do seu orçamento de marketing para a promoção da Pepsi, cerca de 600 milhões de dólares, para os 1,7 mil milhões de dólares, segundo os analistas ouvidos pela Bloomberg.
O reforço da comunicação na área de bebidas da empresa deverá ser feito a 9 de fevereiro aquando da apresentação dos resultados anuais da empresa. A avançar, a decisão representa uma mudança de estratégia da CEO Indra Nooyi para a evolução da empresa. Desde que assumiu o cargo em 2006, Nooyi tem vindo a investir na aquisição de companhias viradas para os chamados produtos nutricionais, tendo apostado em triplicar as vendas da PepsiCo nesse segmento. Até ao final da década, Nooyi quer triplicar as vendas da Gatorade, Tropicana ou Quaker para 30 mil milhões de dólares.
A estratégia levou a empresa a reduzir o orçamento para a promoção da Pepsi e, em 2010 a unidade da PepsiCo nos Estados Unidos não comprou espaço comercial no Super Bowl, a primeira vez em 23 anos que a marca esteve ausente de um dos grandes momentos televisivos do ano. O resultado é que de 2008 a 2010 a empresa perdeu quota de mercado para a Coca-Cola. Em 2010 a Diet Coke tornou-se a segundo refrigerante mais vendido nos EUA (mercado que representa um terço das vendas da empresa a nível mundial) depois da Coca-Cola ultrapassando a Pepsi.
O ano passado a Pepsi retomou o investimento na sua marca estrela, entrando inclusive no território da Coca-Cola com o anúncio de um Pai Natal de férias num bar de praia. A marca também patrocinou o programa X Factor, um investimento de 60 milhões de dólares, para contrabalançar a aposta da Coca-Cola no Idols. No próximo mês a PepsiCo vai regressar ao Super Bowl com anúncios a refrigerantes. Investimento que ainda não trouxe resultados. De acordo com os dados da SymphonyIRI Group, a quota de vendas da marca caiu 0,5 pp, para 18%, enquanto que a Coca-Cola subiu 0,3 para 28,9%.