Perdas com o GES atiram Tranquilidade para prejuízos

O colapso do Grupo Espírito Santo (GES) penalizou fortemente os resultados da Tranquilidade. A seguradora, que foi adquirida pelos norte-americanos da Apollo, terminou 2014 com um prejuízo de 188,6 milhões de euros. Um resultado que compara com um lucro de 19 milhões de euros de 2013.
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O resultado pro forma das operações correntes da Tranquilidade ascendeu, no ano passado, a 18,3 milhões de euros. No entanto, a seguradora teve de reconhecer perdas extraordinárias de 206,6 milhões de euros. Deste valor, 140,3 milhões de euros foram referentes a menos valias e imparidades ligadas à dívida do GES. O restante valor ficou a deveu-se sobretudo ao reconhecimento de imparidades de investimentos também no GES.

Recorde-se que a Tranquilidade, na altura que era detida pela Partran, investiu 150 milhões de euros no GES, o que contribui para abrir um buraco na empresa e acelerar a necessidade de ser vendida para que fosse capitalizada.

Em janeiro, a Apollo acabaria por fechar a compra da Tranquilidade por 215 milhões de euros. Deste valor, cerca de 150 milhões de euros ficaram definidos para serem injetados na seguradora para repor os rácios de solvência, na sequência do impacto da desvalorização causado pelo colapso do GES. Já os 50 milhões tiveram como destino o Novo Banco. Um montante que resultou do facto de ter sido este o valor usado numa linha de crédito que a Espírito Santo Financial Group (ESFG) contraiu junto do BES e na qual a Tranquilidade foi dada como garantia.

Com a entrada da Apollo, a recapitalização da seguradora ficou concluída em março, apresentando agora uma margem de solvência individual superior a 300% (valores de fevereiro com as operações de capital realizadas em 31 de março) e cumpre todos os rácios prudenciais, incluindo os de representação das provisões técnicas.

"Este aumento traz à companhia maior capacidade de investimento e de desenvolvimento da sua rede de distribuição", adiantou a seguradora.

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