Perfil: Antonis Samaras

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Hábil orador, Antonis Samaras, ateniense, 61 anos, transformou as

últimas eleições na Grécia num referendo ao euro. Ganhou este

round. Nacionalista e defensor da UE, tem agora a dura tarefa de

renegociar as medidas de austeridade impostas pela troika. Mas muitos

não perdoam ao novo primeiro-ministro o facto de ter sido contra o

primeiro pacote de ajuda externa assinado por Atenas, tendo chegado a

acusar o socialista Papandreou de ter vendido o país, quando ele

mesmo pertenceu ao governo de Karamanlis, que adulterou as contas do

défice e deixou a Grécia em ruínas.

De uma família abastada de escritores e empresários ilustres - a

sua bisavó Penelope Delta, escritora de sucesso, suicidou-se em 1941

para não ver a chegada dos tanques alemães a Atenas - Antonis

tornou-se, aos 26 anos, um dos deputados mais jovens do Parlamento

grego. Aos 39, foi ministro da Economia. Em 1992, então ministro dos

Negócios Estrangeiros, saiu do governo por se opor ao reconhecimento

da vizinha Macedónia, que compartilha o nome com uma província

grega. Fundou o partido Primavera Política, causando a queda de

Mitsotakis, o que lhe custou 11 anos de ostracismo na Nova

Democracia. Voltou em 2004.

Licenciado em Economia no Amherst College e com um MBA em Harvard,

casado e pai de dois filhos, Samaras é ainda conhecido pelas

posições polémicas que tem assumido sobre a imigração. "Há

uma massa de imigrantes, 1,5 milhões, que não tem nada para fazer.

Precisamos de contar com a solidariedade da Europa para controlar as

fronteiras e expulsar os indesejáveis", disse à AFP.

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