Perfil: Pedro Nuno Santos

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A primeira coisa que o Google Search sugere quando se faz uma

busca pelo seu nome é a combinação "Pedro Nuno

Santos+marimbar". Porque foi isso que o ex-vice-presidente da

bancada parlamentar do PS disse sobre os credores da dívida e sobre

os "bancos Merkel" - e muitos portugueses chegaram ao ponto

em que qualquer um que desafie a chanceler alemã merece uma

palmadinha nas costas.

Pedro Nuno Santos demitiu-se do cargo na quarta-feira, alegando

divergências face à estratégia do secretário-geral do partido,

António José Seguro, em "matéria laboral" e "matéria

económica". O líder do PS-Aveiro queria votar contra o novo

Código do Trabalho, mas Seguro impôs disciplina de voto. Todo o

distanciamento da linha corrente do partido - que teve o episódio de

dezembro "Ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos"

como auge - acabou por provocar uma situação de rompimento.

O que não é estranho, dado o perfil de Pedro Nuno Santos. Foi

considerado por muitos o melhor líder de sempre da Juventude

Socialista, cargo que abandonou em 2008 para se tornar deputado.

Irreverente, sem receio de pôr assuntos difíceis na mesa, bateu-se

por questões como o casamento homossexual antes da legalização.

A

dias de completar 35 anos, chegou a defender uma auditoria à dívida

externa e disse sempre que a austeridade era "um erro".

Licenciado em Economia pelo ISEG, foi investigador do Centro de

Investigação sobre Economia Portuguesa e trabalhou como economista

no Tecmacal até ser eleito deputado. É considerado um discípulo de

Sócrates - o que recusa em absoluto: "Falar de alinhamentos

está errado, é simplista e não corresponde à verdade."

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