Pescanova prepara regresso à bolsa durante o próximo ano

A Pescanova prepara-se para regressar à bolsa de valores durante o próximo ano, dois anos e meio depois da suspensão da cotação, a 12 de março de 2013, devido às discrepâncias significativas entre a sua contabilidade e a dívida bancária.
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Segundo a Europa Press, que cita fontes de mercado, a multinacional terá começado a reunir a informação requerida pela Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNVM) que inclui, entre outros documentos, as contas anuais da Pescanova e da Nova Pescanova correspondentes ao exercício de 2015.

De acordo com informação da CNVM, a Nova Pescanova pediu, a 5 de outubro, que o supervisor desse início ao procedimento para levantar a atual suspensão cautelar da negociação em bolsa das ações da Pescanova. Na última sessão, os títulos cotavam-se a 5,91 euros e estavam a cair 19,26%.

No dia 30 de outubro, a empresa recebeu o requerimento da informação exigida pela CNVM para poder regressar à bolsa. Depois de amanhã, dia 5 de novembro, às 23,59 horas, ficará finalizada a ampliação de capital da Nova Pescanova, aprovando a Pescanova como sócio único, com 9,75 milhões de euros em participações sociais com o valor nominal de um euro cada.

A Nova Pescanova é detida maioritariamente pela banca credora (80%), liderada pelo banco Sabadell, sendo os restantes 20% divididos pelos acionistas de referência e pelos pequenos acionistas.

Para ser viabilizada, a empresa galega contou com o perdão de 75% da dívida de 4.200 milhões de euros, dos quais 3.640 milhões de euros à banca. O capital dos cerca de 10 mil acionistas (rondava 400 milhões de euros) e que representava 70% da empresa, esbateu-se na participação minoritária na Nova Pescanova. O regresso à bolsa pode ser, mesmo, a última esperança para recuperar capital investido, visto que as ações da multinacional chegaram a atingir um máximo de 30,57 euros no passado.

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