Piratas lucram com sucesso do Kindle

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A Amazon, que fabrica o Kindle, retém 30% do valor dos livros electrónicos descarregados pelos clientes. Mas à medida que a popularidade aumenta há mais receios de que estes lucros sejam prejudicados pela quantidade de livros electrónicos piratas que existem online.

O This is Money da CNN refere que é o mesmo fenómeno que aconteceu quando sites como o Napster ditaram o início do fim da era de ouro da indústria da música.

Por outro lado, o acordo entre seis das maiores editoras mundiais de livros fez com que o preço de muitos livros subisse, de tal ordem que alguns livros electrónicos são mais caros que livros em papel.

A criação de cópias é fácil e o software necessário para isso está disponível de forma gratuita. Um site pirata diz mesmo que "no Kindle praticamente não há protecção contra livros pirateados. Há programas que podem simplesmente converter qualquer pedação de texto no formato próprio, que será mostrado no Kindle como se tivesse sido comprado".

O This is Money estima que 20% dos downloads de livros electrónicos são feitos em sites piratas.

A Associações de Editores enviou 115 mil avisos legais a sites para que parem de oferecer livros electróncios pirateados em 2011, o que significa uma subida de 130% em relação a 2010.

Os editores estão em conversações com a administração Obama e a Google para combater esta actividade ilegal. Pediram à Google que despromovesse os sites piratas para que não apareçam no topo das pesquisas quando os consumidores procuram por livros electrónicos.

Um dos sites piratas mais conhecidos oferece uma selecção de best-sellers que ainda nem sequer está disponível ao público pelas vias legais. É o caso do romance 77 Shadow Street de Dean Koontz.

Cinco das maiores editores e a própria Apple (que vende livros no iTunes) estão a ser investigadas pela Comissão Europeia por suspeita de concertação de preços nos eBooks.

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