A Immunefi é uma plataforma que recompensa os programadores que detetam falhas de segurança em contratos digitais na área financeira. A solução nascida em Singapura e com escritório em Lisboa está a convencer o mercado e concluiu uma ronda de investimento de 5,5 milhões de dólares (4,7 milhões de euros), segundo o anúncio feito nesta terça-feira.
A injeção de capital vai servir para reforçar a força de trabalho, com a contratação de mais de 30 trabalhadores durante os próximos meses. Os programadores experientes em finanças descentralizadas (DeFi) são os mais procurados. Atualmente, a Immunefi conta com uma equipa de 34 pessoas, a maioria delas a trabalhar a partir de Lisboa.
A ronda de investimento incluiu apenas entidades internacionais, como Blueprint Forest, Electric Capital, Framework Ventures, Bitscale Capital, P2P Capital, IDEO Colab, The LAO, BR Capital, 3rd Prime Ventures, North Island Ventures, e investidores particulares.
Fundada em dezembro de 2020, a plataforma protege mais de 50 mil milhões de dólares em fundos de utilizadores, bloqueados em contratos digitais autoexecutáveis (smart contracts). Nesses contratos, a tecnologia descentralizada blockchain garante que os acordos firmados serão cumpridos.
No entanto, desde o início do ano, os hackers já roubaram mais de 1,7 mil milhões de dólares em 23 ataques a estes protocolos. Soluções como a Immunefi atribuem recompensas de milhares de euros aos programadores que revejam código e que descubram falhas de segurança, conhecidos como white hat.
A plataforma fundada em Portugal lançou recompensas (bug bounty) de acordo com a gravidade da falha e o volume de fundos em risco. Em praticamente um ano, a tecnológica pagou mais de 7,5 milhões de dólares aos programadores que descobriram falhas, executando os programas de recompensas de protocolos de blockchain como Synthetix, Chainlink, SushiSwap, PancakeSwap, Bancor, Cream Finance, Compound e Alchemix.
Para saber mais sobre os programas de recompensa pode ler este texto:
(Notícia corrida às 9h57: a plataforma está legalmente registada em Singapura e não em Lisboa, ao contrário do que referia a versão original deste artigo)