PME já representam 30% da área de executive search da Neves de Almeida

São 15 os profissionais dedicados à pesquisa de talento na consultora, segmento que já representa 40% do volume de negócios total da empresa.
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Apesar de as grandes empresas dominarem os pedidos de procura por talento na área de Search da consultora Neves de Almeida, cerca de 70%, as Pequenas e Médias Empresas (PME) têm vindo a apostar cada vez mais em novas metodologias de recrutamento, representando agora 30% do volume de negócios do departamento dedicado ao recrutamento de talento.

A pandemia foi catalisadora de várias mudanças, incluindo na forma como as organizações abordam os processos de recrutamento. A consultora oferece uma metodologia de pesquisa direta de talento, contactando diretamente potenciais candidatos. E se no período pré-covid-19 a proporção de procura de talento entre grandes empresas e PME era de 90% para 10%, atualmente já é 70% para 30%.

Ao Dinheiro Vivo, Francisco Sanchez, head of executive search na Neves de Almeida HR Consulting, explica que "houve uma necessidade das PME em acelerarem os seus processos, tornarem-se mais competitivas, levar a cabo processos de transformação que lhes permita reduzir o fosso entre elas e as grandes empresas".

Acreditando que esta tendência veio para ficar e que, gradualmente, as PME vão passar a ter um peso mais significativo na área de Search da consultora, o responsável não deixa de sublinhar que as grandes empresas continuam a ter a vantagem de ter processos mais "maduros" de recrutamento.

Ainda assim, as PME têm vindo a percorrer esse caminho, abrindo-se agora uma nova "janela de oportunidade" para capitalizar sobre os benefícios que as pequenas empresas podem oferecer, designadamente a proximidade colaborador-empresa - aspeto cada vez mais valorizado -, mais difícil de obter junto das grandes organizações.

Não obstante o esforço levado a cabo pelas PME para se reinventarem e minimizarem as diferenças face às grandes empresas, Francisco Sanchez alerta para a falta de maturidade dos processos e para a fraca autonomia habitualmente dada aos colaboradores. Tal acontece não por falta de vontade, mas antes porque "as PME continuam a ser muito a empresa do patrão", atira.

Do lado das pequenas e médias empresas, precisa-se de mais confiança nos profissionais, mais delegação de tarefas para "capitalizar a experiência", mas do lado dos candidatos é necessária maior capacidade de adaptação para trabalhar em empresas "menos organizadas", maior agilidade e jogo de cintura.

Energia, logística, telecomunicações e seguros são alguns dos setores que mais procuram talento atualmente. Entre os perfis mais procurados pelas empresas estão os analistas, gestores de compras, gestores financeiros e profissionais de recursos humanos, particularmente para funções relacionadas com talent acquisiton.

"A metodologia de pesquisa direta tem tido um crescimento de procura diretamente relacionado com a dificuldade que as empresas têm", sublinha Francisco Sanchez.

Na Neves de Almeida trabalham 40 pessoas, 15 na área de Search, que pesa 40% do volume de negócios total da empresa.

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