Políticos custaram mais 5,4% em janeiro mas o vencimento não subiu

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O vencimento base dos membros do Governo manteve-se estável de

2011 para 2012 - refletindo o congelamento salarial decretado na

administração pública -, mas as remunerações totais tiveram um

acréscimo de 5,4% entre outubro e janeiro. Em valor, este aumento

corresponde a cerca de mais 300 euros. Fonte oficial do Ministério

das Finanças atribuiu a subida à evolução média dos suplementos

regulares.

Segundo o estatuto remuneratório dos titulares de cargos

políticos, os governantes recebem um vencimento e despesas de

representação fixas, cujo montante é calculado com base no

salários do Presidente da República. A isto soma-se, como acontece

com qualquer funcionário, o subsídio de alimentação e ainda

ajudas de custo, pagas quando há deslocações ao estrangeiro.

É o conjunto destes valores que traduz o ganho mensal e cuja

média subiu 5,4%, de acordo com a Síntese Estatística do Emprego

Público (SIEP) divulgada esta semana. No conjunto dos funcionários

da Administração Central, a variação das remunerações totais

foi de 0,5%.

Ainda segundo o documento, na Administração Central havia 46

representantes do poder legislativo, cujo vencimento base era de

4015,30 euros em janeiro (mais 9 euros do que em outubro). Nos três

meses que passaram entre as datas referidas, o ganho médio mensal

registou uma variação de 5370,5 euros para 5661 euros,

correspondendo ao referido acréscimo de 5,4%.

Fonte oficial do Ministério das Finanças referiu ao Dinheiro

Vivo que esta situação se justifica pela "evolução média

dos suplementos regulares, previstos na lei, recebidos e registados".

Como o universo em causa é reduzido (corresponde aos membros do

Governo), "bastam pequenas variações no valor dos suplementos

recebidos para que o efeito da variação seja significativo".

Em causa estão, assim, "apenas variações de stock" e não

qualquer aumento salarial ou alteração na política remuneratória.

Uma explicação para esta subida pode, portanto, estar

simplesmente, no facto de, naquele período, terem ocorrido mais

deslocações ao estrangeiro.

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