Pollux: A emblemática loja de Lisboa faz 75 anos

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A Pollux está de parabéns. A emblemática loja de artigos para a casa, que ainda hoje ocupa um prédio de nove pisos na Rua dos Fanqueiros, na Baixa de Lisboa, celebrou em Novembro, 75 anos de existência e sem quaisquer problemas financeiros.

Das grandes lojas do mesmo género que existiam na Baixa - o Brás e Brás, os antigos Armazéns do Chiado, o Grandela e a Dinfer - a Pollux é a única que ainda hoje está aberta e que conseguiu sobreviver aos tempos modernos.

Conseguiu sobreviver ao boom dos centros comerciais nos anos 90, à abertura do IKEA, em 2004, e agora está a conseguir ultrapassar a crise económica e financeira, ainda que com quebras nas receitas.

O actual dono da empresa, António Robalo, confirmou ao Dinheiro Vivo que as vendas estão, de facto, a cair, mas que por enquanto ainda não há motivos para preocupações. Até porque o sucesso que a loja teve nos anos 1980, quando o consumo disparou em Portugal, deram um pé de meia suficiente para suportar a quebra das receitas.

António Robalo é o sócio fundador da António Robalo, empresa que começou por ser distribuidora de cutelaria, vidros e cerâmicas, nomeadamente dos produtos da Vista Alegre, o seu maior cliente.

Em 1988 comprou a Pollux e transformou a empresa, antes mais dedicada à venda de tecidos, espumas e telas, numa loja de decoração completa, centrada na venda ao público de artigos de vidro, cerâmicas e cutelarias.

A partir de 1999, António Robalo avançou com a expansão da Pollux e abriu lojas em Aveiro, Almada e Vila Franca de Xira, que é hoje o maior espaço da marca. Renovou ainda a loja da Amadora e do Porto e em 2009 abriu a primeira loja num centro comercial, mais precisamente no antigo Olivais Shopping, hoje Spacio Shopping.

A loja da Rua dos Fanqueiros continua a ser, no entanto, o ex-libris da Pollux. Os nove andares mantêm-se em funcionamento e António Robalo quer mesmo abrir um restaurante no último piso, para se aproveitar a vista sobre Lisboa.

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