O estudo, intitulado "Live Long and Prosper: Aging in East Asia and Pacific", revela que o "gigante" asiático terá menos 90 milhões de trabalhadores dentro de 24 anos.
"Os países de rendimento médio no Leste da Ásia, como a China, experimentam um envelhecimento rápido da população e enfrentam os maiores desafios para lidar com o fenómeno", lê-se no documento.
A pesquisa indica que aquela zona do globo está a envelhecer mais depressa do que qualquer outra região na história.
Cerca de 36% da população mundial com 65 anos ou mais, o correspondente a 211 milhões de pessoas, vive no Leste da Ásia, a maior percentagem entre todas as regiões do mundo.
O Banco Mundial alerta ainda que a rapidez e escala do envelhecimento colocam desafios políticos, económicos e de pressão ao sistema de pensões.
"Sem reformas, por exemplo, os gastos com pensões na região aumentarão de 8% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB)", indica o estudo, citado pelo jornal oficial chinês China Daily.
País mais populoso do mundo, com cerca de 18% da humanidade, a China pratica, desde 1980, a política de "um casal, um filho", um rígido controlo de natalidade, que deixará de ter efeito a partir do próximo ano.
Pelas contas do Governo, sem aquela política, em vez de cerca de 1.350 milhões de habitantes, a China teria hoje quase 1.700 milhões.