Portucel. Pasta e papel conquistam espaço nos cinco continentes

Com 2325 colaboradores diretos, o grupo Portucel lidera o ranking de produtividade entre as mil maiores empresas nacionais.
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O Grupo Portucel Soporcel tem os olhos postos no futuro, mas a sua história remonta à década de 50 do século XX. Manuel Santos Mendonça, avô do atual presidente do conselho de administração, Pedro Queiroz Pereira, lançou a Companhia Portuguesa de Celulose em Cacia, uma freguesia no concelho de Aveiro, em 1953.

Quatro anos depois, a empresa ganha o carimbo de pioneira mundial em pasta de papel branqueada e traça uma estratégia rumo à consolidação, expansão e internacionalização do grupo.

A constituição da Portucel em 1975, a compra da Inapa e da Soporcel, e a aquisição da maioria do capital pela Semapa foram os marcos mais importantes no trajeto do grupo.

Hoje, a Portucel Soporcel é determinante para o desenvolvimento económico nacional e uma referência mundial no seu setor de atividade. Terceiro maior exportador em Portugal, o grupo gera o maior valor acrescentado nacional, representa 1% do PIB e 3% das exportações nacionais de bens. No seu modelo de negócio transversal - papel, pasta de celulose, energia renovável, floresta e investigação aplicada -, o Grupo não descura a gestão de recursos humanos. Criou a direção de gestão de talento e desenvolvimento organizacional e reformulou o sistema de avaliação de desempenho de quadros com especial ênfase na definição de objetivos, avaliação de competências e definição de planos de desenvolvimento.

Com 2325 colaboradores diretos, o grupo lidera o ranking de produtividade entre as mil maiores empresas nacionais. Segundo os dados da Ignios, cada euro investido nos colaboradores tem um retorno de 9,94 euros para o valor acrescentado da empresa (VAB/custo com pessoal). O rácio da Portucel é 55% superior à média do top 10. No entanto, apresenta a variação de emprego mais negativa.

A fábrica de Setúbal - About the Future - ocupa o segundo lugar do pódio com um retorno de 8,67 euros.

Com Pedro Queiroz Pereira na presidência do conselho de administração e Diogo da Silveira na liderança da comissão executiva, o grupo apresenta-se como líder europeu na produção de papéis finos de impressão e escrita não revestidos (UWF) e sexto a nível mundial. É também o maior produtor europeu, e o quinto a nível mundial, de pasta branqueada de eucalipto (BEKP). Vende para 127 países nos cinco continentes. A Navigator é a marca mais importante dentro do seu leque de produtos.

Durante o ano de 2014, o Grupo atingiu um novo máximo histórico de produção de papel, o que permitiu aumentar o volume de vendas em 3%. O elevado nível de rendimento dos trabalhadores terá contribuído para este recorde.

A sua estrutura produtiva localiza-se em três grandes polos industriais - em Cacia, Figueira da Foz e Setúbal. Já em outubro deste ano, inaugurou a expansão do complexo de Cacia e a nova linha de produção de papel tissue da fábrica da AMS em Vila Velha de Ródão. Além de entrar no mercado de papéis para uso doméstico e industrial, o grupo estreia-se em novas áreas de negócio com a construção de uma fábrica de pellets nos Estados Unidos e um projeto de investimento florestal em Moçambique.

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