A economia portuguesa é a segunda que mais cresceu entre os 20 países da Zona Euro, fixando-se em 2,3% no segundo trimestre face ao período homólogo. Já o espaço da moeda única travou a fundo, estagnando nos 0,6%, bem abaixo do avanço de 2,6% dos Estados Unidos da América (EUA), segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat.
Empatado com Portugal, surge o Chipre, cujo PIB também avançou 2,3% entre abril e junho em relação ao mesmo período do ano passado. Irlanda lidera as economias mais pujantes da Zona Euro, avançando 2,8% no segundo trimestre, de acordo com o gabinete de estatísticas.
Em termos globais e analisando o desempenho do espaço da moeda única, os sinais são preocupantes. A Zona Euro travou a fundo, ao crescer apenas 0,6%, quando no primeiro trimestre tinha avançado 1,1%, em termos homólogos. Para este forte abrandamento contribuiu a recessão da maior economia do bloco do Euro: o PIB da Alemanha contraiu 0,1%. França, o segundo país mais forte, avançou apenas 0,9%.
Em relação aos 27 países da União Europeia (UE), o crescimento médio do PIB também arrefeceu significativamente para 0,5% no segundo trimestre comparativamente com período homólogo, o que compara com um incremento bem superior, de 1,1%, no trimestre anterior.
O abrandamento da UE e da Zona Euro compara com o impulso dos EUA de 2,6% entre abril e junho, mostram ainda os dados do Eurostat.
Em relação ao mercado de trabalho, a taxa de emprego caiu, no segundo trimestre, para 1,5% e 1,3% na Zona Euro e na UE, respetivamente, em termos homólogos, o que compara com um crescimento de 1,6% em ambas as geografias. Para o período entre abril e junho, o gabinete de estatísticas europeu ainda não apresenta informação sobre Portugal.