Portugal com 3ª maior taxa de penetração de 'factoring' no PIB da UE em 2012

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Portugal registou a 3ª maior taxa na União Europeia de penetração de 'factoring' no PIB em 2012, apesar de os créditos tomados terem diminuído 17,6%, anunciou hoje a Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF).

O 'factoring' é um mecanismo financeiro que consiste na tomada de créditos, a curto prazo, por uma instituição financeira que os fornecedores de bens ou serviços constituem sobre os seus clientes (devedores), permitindo às empresas antecipar os recebimentos.

Tendo por base dados do relatório de 2012 da Federação Europeia de Factoring, a ALF aponta a elevada taxa de penetração deste instrumento em Portugal para destacar "a importância do 'factoring' para a economia nacional, mesmo com os créditos tomados em Portugal a decrescerem 17,6% e apesar da crise que o país atravessa".

De acordo com a ALF, a importância do 'factoring' em Portugal "deve-se, entre outros fatores, ao seu apoio às empresas exportadoras", como prova o facto de, em 2012, o 'factoring' à exportação ter aumentado 19,9% no país, "acima da balança comercial portuguesa".

Na União Europeia (UE), a atividade de 'factoring' cresceu cerca de 5%, com o volume total dos créditos tomados a ultrapassar os 1.200 mil milhões de euros.

"Os créditos tomados em exportação foram responsáveis pela gestão de cobranças de uma crescente percentagem das trocas comerciais com o exterior. Assim, apesar da crise que assola a Europa, os créditos tomados neste segmento para exportação subiram para os 2,119 mil milhões de euros", salienta.

Na UE, a taxa de penetração do 'factoring' atingiu os 9,63% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado.

Apesar de o crescimento não ter sido homogéneo em todos os países da União, a ALP considera que o volume total dos créditos tomados em 2012 "confirma o papel vital da atividade de 'factoring' como um complemento e uma fonte alternativa de financiamento para as empresas, em particular as PME [Pequenas e Médias Empresas], mesmo numa difícil conjuntura económica e apesar da não expansão do crédito tradicional concedido pelos bancos".

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