Mesmo em pandemia, os portugueses continuam a empreender. Em 2021 foram criadas 41.656 novas empresas, mais 9,6% do que no ano anterior, mas ainda 15,9% abaixo de 2019. Os dados são do Barómetro Informa D&B, que destaca que o ano termina "com um sinal positivo", na medida em que a evolução trimestral da constituição de novas sociedades mostra uma "aproximação aos valores de 2019" a partir do segundo trimestre.
De facto, e olhando para os dados trimestrais, verifica-se que o primeiro trimestre de 2021 foi o período que regista maior quebra na constituição de novas empresas. Foram então criadas 10.451 sociedades, um valor que é inferior em 14% ao de janeiro a março de 2020 e 34% ao do mesmo período em 2019. Em contrapartida, no segundo trimestre, as novas empresas cresceram 73% face a 2020 e ficaram apenas 7% abaixo de 2019. No terceiro trimestre, que apanha o período de férias, foram criadas 9.825 sociedades, menos 1% que em 2020 e 6% abaixo de 2019 e, por fim, no último trimestre, o número subiu para 10.613, mais 9% que no período homólogo e 8% abaixo de 2019.
Em termos de setores, são as atividades imobiliárias, as tecnologias de informação e comunicação e a agricultura os que mostram maior dinamismo, e os únicos a ultrapassar já os dados de 2019.
Em sentido contrário, os setores dos transportes, do alojamento e restauração e dos serviços são aqueles em que "o empreendedorismo continua afetado pela pandemia, mostrando valores mais distantes de 2019", sublinha a Informa D&B.