Portugal é o 5º país do mundo que tem mais renováveis no mix energético

Em 2018 foram instalados 181 GW de nova capacidade renovável, dos quais 100 GW correspondem a solar fotovoltaica.
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Portugal surge no 5º lugar do top mundial dos países que mais incorporam energias renováveis no mix nacional de produção de eletricidade, posicionando-se entre a Alemanha e a Espanha, de acordo com as conclusões do relatório anual Renewables Global Status Report (GSR) da associação REN21, destacadas pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis, em comunicado.

Neste contexto, o relatório destaca a crescente representatividade das centrais renováveis no portfólio mundial, que está hoje acima de 33% da capacidade instalada total (cerca de 7 000 gigawatts (GW)). Em 2018 foram instalados 181 GW de nova capacidade renovável, dos quais 100 GW correspondem a solar fotovoltaica (capacidade suficiente para, por exemplo, suprir mais de 25% da procura de eletricidade em França).

Do lado menos positivo, a edição de 2019 refere que em 2017 foram ainda atribuídos benefícios, em forma de subsídios, aos combustíveis fósseis em 112 países, no valor de 300 mil milhões de dólares. A REN21 alerta para a estagnação das políticas de energia sustentável a nível mundial e para o facto de serem aplicadas “políticas erráticas” em alguns países, que servem de barreira ao desenvolvimento das energias renováveis, responsáveis por cerca de um quarto (26%) da produção mundial de eletricidade.

Refere ainda o documento que esta "falta de políticas ambiciosas e continuadas em vários países que promovam a descarbonização nos setores de aquecimento, arrefecimento e transportes, indica que não se está a maximizar os benefícios da transição energética, que incluem, por exemplo, a melhoria da qualidade do ar e, consequentemente, a da saúde das populações".

Segundo Rana Adib, secretário executivo da REN21, “poderia haver um avanço importante se os países eliminassem os seus subsídios aos combustíveis fósseis, que estão a impulsionar a energia suja”.

Políticas e metas climáticas mais ambiciosas a nível mundial, e a criação de regulação adequada, são medidas consideradas como fundamentais para a criação de condições favoráveis e competitivas, que permitam o crescimento da energia renovável e a substituição dos combustíveis fósseis que, "além de mais caros, são emissores de gases com efeito de estufa".

O documento diz também que as renováveis integram apenas 10% da energia utilizada para aquecimento e arrefecimento e pouco mais de 3% nos transportes, que se deve ao apoio insuficiente ou instável das políticas existentes, "tendo mesmo sido verificada uma redução do número de países com políticas específicas para incorporação de renováveis nestes setores".

Ainda assim, os biocombustíveis sustentáveis, os veículos elétricos e as políticas de mobilidade sustentável estão a reduzir a dependência geral de combustíveis fósseis no setor dos transportes. Ao nível do aquecimento e arrefecimento, as políticas incluem certificação energética de edifícios, incentivos ao calor renovável e objetivos específicos de incorporação de renovável neste setor, bem como abordagens indiretas como a aplicação de taxas de carbono (consideradas subutilizadas pela REN21).

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