Portugal no top10 dos países onde os britânicos sonham gozar a reforma

Espanha e França ganham a Portugal na preferência dos britânicos que já estão a pensar em sair do país quando chegarem à reforma.
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Um dos países em destaque para os reformados do Reino Unido viverem é Portugal, de acordo com um inquérito da PensionBee (empresa britânica gestora de planos de reforma online). O estudo, para além de destacar quais os destinos eleitos para aposentação, revela também ambições destes reformados para se aposentarem no estrangeiro. Portugal está no top 10 dos melhores países para os pensionistas britânicos.

Com 10% da votação e em 6º lugar está Portugal. Em primeiro lugar no ranking está a Espanha, com 34% da votação de reformados estrangeiros que dizem estar a planear mudar-se para este país, onde, segundo o inquérito realizado, o custo de vida é, em média, 28% mais baixo do que no Reino Unido. Apesar de já ser um destino popular para férias, Espanha tornou-se agora o eleito para passarem os anos de reforma, tendo já, aproximadamente, 750 mil reformados de nacionalidade inglesa a viver lá.

A Espanha, de acordo com o inquérito, reune a preferência da Geração X (entre os 41 e 54 anos), com 40% dos votos. Já os millenials (24 aos 40 anos) alcançaram uma votação de 34%, seguindo-se a Geração Z (dos 18 aos 23 anos), que obteve 25%. Se a reforma atingir o valor médio de 31 mil euros por ano (à taxa de conversão atual), é possível viver num país como Espanha, com um custo de vida mais acessível e bons acessos à saúde.

A seguir a Espanha, está a França, em segundo lugar, com 17% dos votos. Os EUA estão em terceiro, com 15% da votação.

Quando considerados os EUA, com um custo de vida mais alto, é preciso garantir um valor de reforma que possibilite aceder a seguros de saúde elevados, ao aluguer ou à compra de imóveis a preços mais altos e aos custos de alimentação também mais elevados.

A maioria dos inquiridos revela que as razões mais valorizadas para se viver no estrangeiro na idade da reforma são um estilo de vida melhor (65%), viver numa cultura e país diferentes (65%), melhor clima (64%), habitação mais acessível (55%), impostos mais baixos (35%) e melhores serviços de saúde (31%).

Apesar da vontade expressa de gozar a reforma no estrangeiro, há também preocupações que são transversais às várias gerações. Os mais preocupados são os millennials: 75% deles temem que a burocracia lhes 'roube' reforma no estrangeiro devido às taxas (como a dupla tributação, por exemplo) ou a atrasos nos pagamentos. Já a Geração X e Z, com 72% e 65%, respetivamente, revelam-se preocupados de igual forma mas ainda assim em menor grau.

Outra das preocupações atuais é a de garantir complementos de reforma que ajudem a esta tomada de decisão. Para a Geração Z, uma atividade paralela ou segundo emprego são as formas de resolver este problema. Ao passo que os millennials revelaram já ter começado a cortar em algumas despesas para poupar.

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