Um ano depois de lançar o "pacotão" M40, em plena fusão entre a Zon e a Optimus, a Portugal Telecom (PT) volta a antecipar-se à concorrência.
Enquanto na Zon Optimus decidem a nova marca, esperada para abril, na segunda-feira, a operadora vai "matar" a TMN e dar nova vida ao Meo, tal como noticiou em dezembro o Dinheiro Vivo.
O anúncio será feito num encontro com Zeinal Bava, o CEO da PT Portugal e da Oi, no Brasil. O palco? O Meo Arena.
Ao que o Dinheiro Vivo apurou, a empresa já está a contactar os grandes clientes, dando-lhes conta do fim da marca e a concentração da oferta móvel sob a chancela Meo.
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A atual marca estrela da PT foi em 2013 a mais recordada pelos portugueses. À frente da Vodafone, da Optimus e da Zon. E a partir desta semana vai sair mais reforçada, passando a assumir em pleno a oferta integrada de telecomunicações da PT, inclusive as móveis, durante anos um exclusivo da TMN.
A antiga "rainha" no ranking de reconhecimento da Marktest já surge na 10º.ª posição. Bem longe da liderança de 2008, ano em que o Meo chegou ao mercado.
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A oferta de televisão foi sempre defendida por Zeinal Bava como um elemento central para atrair clientes. Com os Gato Fedorento a dar a cara pelo Meo, o serviço de televisão paga da PT rapidamente chegou a 1,3 milhões de clientes. Muito próximo da Zon. E o Meo passou a ser o foco da PT também ao nível da comunicação publicitária. Na TMN, o investimento caiu dois dígitos. A marca deixou ainda de dar o nome aos festivais. O Sudoeste, por exemplo, passa a Meo Sudoeste.
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Daí não surpreender ter sido o Meo a marca usada pela PT para lançar o "pacotão" em janeiro do ano passado, a primeira oferta quadruple play (TV, Internet, telefone e móvel) no mercado. A reação da Zon Optimus só surgiu dez meses depois, após a conclusão da fusão.
E mostrou ser o factor de atração e retenção de clientes, mesmo no móvel. Até setembro, a TMN tinha 7,8 milhões de clientes, mais 5,7% do que no ano passado, muito à conta do M40.