A Adicional Logistics, empresa portuguesa de logística e correio expresso, quer expandir a operação em Angola e Moçambique, aumentando para dois milhões o volume de negócios com origem no mercado externo. Prevê fechar este ano com 50 milhões de euros de faturação, valor acima dos 43 milhões obtidos o ano passado.
"Angola é uma operação ainda em fase de preparação", diz João Carriço, CEO da Adicional Logistics, ao Dinheiro Vivo. O ano passado a empresa enviou dois representantes, tendo feito investimentos em termos de instalação. 2016 é o ano do crescimento. "A estratégia passa por fechar um acordo comercial com dois ou três grandes clientes âncora e alavancar no trabalho que está a ser feito para investir em armazéns já identificados e em transportes já planeados", explica João Carriço. No entanto, o responsável antecipa que a atual crise do petróleo, principal fonte de riqueza em Angola, venha a ter um "grande impacto" nos planos da companhia. "Reforça a nossa vontade de estar e fazer pois a oferta baixou drasticamente e as oportunidades são mais facilmente endereçáveis. Temos de ser, no entanto, mais cautelosos com compromissos de negócio aprovados e com verbas cativas para a sua execução", admite.
2015 foi igualmente o ano de entrada da Adicional Logistics em Moçambique, com armazéns em Maputo, Beira, Nampula e Tete. "Temos cerca de 15 pessoas em operações logísticas nestes armazéns. O objetivo para 2016 é alargar a atividade que já é feita em distribuição e acolher três grandes projetos de âmbito nacional que estão a ser ultimados", adianta João Carriço.
Espanha é outro dos mercados onde a Adicional Logistics tem operação desde 2011. Nesse ano, os mercados externos representavam 50% das receitas da empresa. "Tomámos posteriormente decisões, em Espanha, de rentabilidade em detrimento de volume", diz João Carriço. "Atualmente fora de Portugal faturamos um milhão de euros e o nosso objetivo é duplicar este valor em 2016", adianta.
Em Portugal, no correio expresso, a empresa enfrenta um player de peso, os CTT, que fecharam o terceiro trimestre do ano passado com uma quota de cerca de 35%, segundo os dados da Anacom. Este ano a empresa pretende fechar 2016 com 10% de quota, "ligeiramente melhor do que em 2015", falando em planos de melhoria operacional, sem mais pormenores. A rever este ano é o negócio da rede de pontos de encomenda. "É uma rede que tem atualmente 200 pontos com um impacto residual no nosso negócio, cremos que por uma questão cultural os destinatários portugueses valorizam mais um excelente serviço ao domicilio do que um serviço em pontos de proximidade. É um negócio a transformar em 2016".