Portugueses vão gastar em média 377 euros em compras de Natal

14ª edição do Estudo "Compras de Natal" do IPAM Porto revela ainda que 22% dos inquiridos não recebe subsídio de Natal nesta altura e 42% afirma que vai gastar um valor inferior ao do ano passado em compras.
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Os portugueses deverão gastar uma média de 377 euros em compras de Natal este ano. Em comparação com os valores despendidos o ano passado, assiste-se a uma diminuição de 5,2%, quando foram gastos, em média 398 euros. Esta é uma das conclusões do Estudo "Compras de Natal" do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM Porto), que nesta 14ª edição concluiu, entre vários outros pontos, que 25,1% dos 480 indivíduos, maiores de 18 anos que participaram neste estudo, revelaram que não vão comprar presentes de Natal.

Aqueles que vão oferecer presentes nesta época e que têm filhos, garantem que a totalidade das ofertas será para os seus descendentes. Já 67% diz que vai comprar prendas para cônjuge e 63% para os pais, irmãos e outros familiares. Para amigos, apenas 30% dos inquiridos afirma que vai comprar alguma coisa.

"No contexto de instabilidade e alterações profundas vividas pelos consumidores, quisemos perceber as alterações de hábitos, tendo-se constatado que 55% dos consumidores afirmam ter alterado hábitos, concretamente, redução de custos com compras de natal (42%), diminuição do número de pessoas para as quais compra prendas de Natal (34,3%)", referem os autores do documento.

Quase 80% (78,3%) dos participantes no estudo revelaram que vão receber subsídio de Natal. Mas 22% da amostra não recebe o incentivo nesta altura, o que poderá ter consequências no comportamento face às compras de Natal, refere o estudo.

Dos que vão receber o subsídio, 2,1% não o vai utilizar para efetuar compras de Natal, sendo igual o número de respondentes que o gastarão na totalidade. Em comparação com os anos de 2021 e 2020, os responsáveis pelo estudo destacam algumas alterações no que ao valor percentual de indivíduos que não vão gastar qualquer valor do subsídio de Natal em compras diz respeito (8% em 2020; 14,3% em 2021, 2,1% em 2022).

Já um terço dos inquiridos estima gastar entre 11% e 25% do subsídio de Natal e outro terço prevê gastar entre 26% e 50%.

Para as crianças até aos 12 anos, as prendas mais oferecidas são brinquedos (24,2%), roupa/calçado (24,2%) e livros (15%). Já para os adolescentes, até aos 18 anos, as compras são de roupa/calçado (32%), acessórios (22%) e livros (18%). Para os adultos as escolhas são idênticas, embora com números diferentes. Em primeiro lugar fica roupa/sapatos (25%), seguido de acessórios (22%) e finalmente, livros (17%).

Dos quase 500 participantes no Estudo "Compras de Natal", 42% afirma que vai gastar um valor inferior ao do ano passado em compras de Natal. Já 84% declara que vai efetuar cortes nas compras de ornamentações e 80% vai diminuir nos presentes para amigos e familiares adultos.

De ressalvar que 32% destas pessoas afirmaram que vão cortar nas compras de produtos alimentares específicos de Natal.

Já os que vão gastar mais que em 2021 indicam em 47% dos casos que esta alteração se deve ao aumento do preço generalizado dos produtos.

As compras online são as preferidas pelos participantes neste relatório. Embora em 2020 - durante a pandemia - 30% tenha declarado fazer as suas compras natalícias, este ano 25% dos inquiridos referem que farão exclusivamente compras online. Demonstrando, e como refere o relatório que "a pandemia trouxe uma alteração profunda dos locais de compra".

Os centros comerciais continuam a ser os locais preferidos para fazer compras de Natal, quando se trata de deslocações às lojas. De acordo com o estudo do IPAM Porto, 20% dos inquiridos escolhe estas superfícies comerciais para escolher as suas prendas. Já as lojas de rua reúnem o consenso de 12% de quem respondeu a este estudo.

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