A taxa de poupança das famílias situou-se em 9,7% em 2011, tendo caido cinco décima relativamente ao ano anterior. A redução dos salários e a forte subida dos impostos foram os factores que contribuíram para esta diminuição.
A quebra de 1% do rendimento"disponível sentido pelas famílias em 2011, levou a que a taxa de poupança dos particulares recuasse novamente para valores inferiores a 10%. Segundo as Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Nacional de Estatística, a taxa de poupança fixou-se em 9,7% no ano passado, contra os 10,2% registados em 2010.
De acordo com o INE, "esta diminuição tem subjacente uma redução de 1% do rendimento disponível" em 2011. A autoridade estatística nacional precisa ainda que esta redução do rendimento disponível foi provocada que pela descida das remunerações que pelo aumento do IRS.
Refletindo os cortes salariais da função pública, o ajustamento dos salários no setor privado e a redução de alguns apoios, a descida das remunerações das famílias foi da ordem de 1,2% em 2011.
Além disto, as remunerações recebidas pelos particulares foram ainda em 2011 com um aumento de 10% dos impostos sobre o rendimento.
A conjugação destes factores acabou por reflectir-se de forma negativa na capacidade de poupança das famílias que, em 2011 acentuou a tendência de quebra que já se tinha observado no ano anterior.
Depois de vários anos a registar sucessivas diminuições, a taxa de poupança iniciou unma leve recuperação em 2008, tendo, no ano seguinte atingido os 10,9%. Em 2010, esta tendência começou novamente a inverter-se.