As parcerias público-privadas (PPP) do setor rodoviário custaram ao Estado, o ano passado, 1.137 milhões de euros, o que representa uma descida de 9% face a 2021. Foram 113,4 milhões a menos. A Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP) atribui esta inversão da tendência de subida à "diminuição dos encargos brutos em 6% (menos 91,1 milhões de euros) conjuntamente com o incremento das receitas de portagem em 7% (mais 22,3 milhões)".
Segundo o Jornal de Negócios, que cita o boletim das PPP do quarto trimestre de 2022, os encargos brutos associados às parcerias rodoviárias totalizaram 1.464 milhões de euros. As receitas acumuladas ascenderam a 327 milhões.
As PPP rodoviárias custaram menos 104,4 milhões do que estava previsto, com as receitas das portagens a superarem em 67,8 milhões o estimado e os encargos brutos a registarem uma redução de 36,6 milhões.
Nos últimos 10 anos, os encargos estatias com as PPP rodoviárias foram sempre superiores a mil milhões de euros ao ano, com exceção de 2013, em que se ficaram pelos 971 milhões. O valor mais elevado, neste período, foi atingido em 2021, com mais de 1.250 milhões pagos pelo Estado.