A VIC Properties decidiu ceder gratuitamente dois espaços comerciais num dos edifícios do Prata Riverside Village, em Lisboa, à Plataforma P’la Arte, numa iniciativa que visa mitigar a situação dos artistas que ficaram sem espaço de trabalho devido à pandemia e, consequentemente, sem conseguirem desenvolver produção artística.
A promotora imobiliária estabeleceu um protocolo com a Plataforma P'la Arte, com a duração de um ano, que permitiu a transformação de dois espaços comerciais, situados na zona térrea de um dos edifícios do Prata Riverside Village, em residências temporárias de artistas visuais e criadores. Valentim Quaresma, Ana Fonseca, Sofia Castro e Cecília Costa são alguns dos artistas que já encontraram no Prata Riverside Village a sua nova casa.
Este protocolo pretende ainda promover iniciativas de natureza cultural, nomeadamente exposições, eventos, conversas e conferências, propostas adequadas aos espaços cedidos e que ofereçam aos cidadãos a oportunidade de um contacto mais próximo com a arte e os artistas, diz a promotora em comunicado.
No Prata Riverside Village, o único projeto que o arquiteto Renzo Piano, vencedor do prémio Pritzker 1998, assinou em Portugal, os artistas residentes poderão ter novas fontes de inspiração, dados os espaços verdes na proximidades e a ligação ao rio Tejo.
Para Luís Gamboa, COO da promotora imobiliária, "esta parceria vem reforçar os princípios e valores da VIC Properties, que defende a aposta na arte e na cultura, e do Prata Riverside Village, um projeto desenhado para uma comunidade viva e aberta, em que a cultura e a arte contemporânea são elementos essenciais, requalificando e dando nova vida a uma zona da cidade que durante décadas esteve abandonada".
Para Carlos Moura-Carvalho, um dos fundadores da recém criada Plataforma P’la Arte, "este protocolo pioneiro concretiza um dos elementos que consideramos essencial para que a arte tenha o lugar que merece em todas as vertentes da sociedade portuguesa, a aproximação dos artistas e do seu processo criativo às empresas e ao público".
“Este nosso projeto pretende aproximar a arte das empresas, prestigiar as instituições e dar visibilidade a Lisboa numa ação pioneira em tempos de crise", adianta Carlos Moura-Carvalho, recordando que "houve muitos e muitos artistas que perderam nos últimos meses um local para poderem criar" e que "é urgente encontrar soluções".