De acordo com os dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), divulgados pelo Eco, os 221 pré-avisos de greve registados entre março e agosto deste ano representam um sério travão à atividade sindical em Portugal.
Comparando com o período homólogo, estes dados representam menos de metade dos pré-avisos recebidos no ano passado. Os dados dizem respeito ao setor empresarial do Estado e ao privado.
Em agosto, o Dinheiro Vivo já tinha avançado que a pandemia de covid-19 tinha influenciado o pior registo de atividade sindical dos últimos nove anos, tendo em conta os números registados entre abril e junho.
Na altura, era estabelecida uma comparação com o primeiro trimestre do ano: entre janeiro e março tinha dado entrada 210 pré-avisos de greve.