Preço médio por cama para estudantes aumenta 14%

Setor privado disponibilizou mais 1900 novas camas nas regiões de Lisboa e do Porto, uma variação homóloga de cerca de 25% e um dos maiores aumentos registados nos últimos anos.
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As residências para estudantes registaram ocupação quase total no ano letivo de 2022 em Lisboa e no Porto, catapultando o preço do alojamento em 14% em ambas as cidades. Atualmente, o preço médio por cama na capital situa-se nos 730 euros, enquanto na invicta ronda os 630 euros.

As conclusões são de um estudo ao mercado do alojamento estudantil em Portugal, realizado pela Cushman & Wakefield - consultora de serviços imobiliários -, que além do aumento dos preços, indica que há mais camas disponíveis, mas a oferta continua a estar abaixo das necessidades.

Os números contam uma história de falta de investimento para criação de novos alojamentos, particularmente olhando para a última década, em que se construiu quase o mesmo número de residências do que em 2002, ano de construção de cerca de 120 mil unidades residenciais.

Ainda assim, o setor privado disponibilizou mais 1900 novas camas nas regiões de Lisboa e do Porto, uma variação homóloga de cerca de 25% e um dos maiores aumentos registados nos últimos anos. No entanto, tratando-se de um crescimento insuficiente e mantendo-se a procura superior à oferta, não se verificou diminuição de preços.

A taxa de oferta para alojamento estudantil, tanto em Lisboa como no Porto, situa-se nos 6,7%, ainda a larga distãncia da média europeia de 13%. Na capital, a situação agravou-se ainda mais nos últimos 12 meses, uma vez que a oferta de alojamento alternativo também reduziu, com diversas famílias a arrendar apartamentos que antes eram partilhados por estudantes.

Apesar do cenário problemático, o estudo conclui que há espaço para crescimento significativo do mercado do alojamento para estudantes, precisamente porque a taxa de provisão continua a ser inferior comparativamente com outras cidades europeias.

No entanto, o atraso na introdução de novos projetos de residências terá impacto inevitável, uma vez que a taxa de crescimento de estudantes se mantém com Lisboa e Porto a tornarem-se das cidades mais apetecíveis para estudar na Europa, o que indica que a pressão sobre os preços por cama continuará patente nos tempos mais próximos.

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