O alojamento turístico está mais caro. O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu os 68,3 euros em fevereiro, uma subida de 44,8% face a igual período homólogo e 5,3% acima de 2020, revelou o Instituto Nacional de Estatística esta quinta-feira, 14.
Já os os proveitos totais registados nos estabelecimentos de alojamento turístico também subiram, totalizando 153,7 milhões de euros no segundo mês deste ano (18,6 milhões de euros em 2021). Se compararmos com 2020, o valor fica ainda 20,9% abaixo. Os proveitos de aposento totalizaram 111,0 milhões de euros.
No acumulado dos dois primeiros meses, o alojamento turístico viu os proveitos disparar 408,5%,, para 260,4 milhões de euros.
No segundo mês de 2022, o alojamento turístico recebeu 1,2 milhões de hóspedes, uma subida homóloga de 507%, e somou 2,9 milhões de dormidas, mais 527,1% face a 2021. No conjunto dos dois primeiros meses do ano, Portugal somou 2,2 milhões de hóspedes e 5,4 milhões de dormidas.
"Nos primeiros dois meses do ano, verificou-se um aumento de 322,4% das dormidas totais (+168,3% nos residentes e +597,9% nos não residentes). Comparando com o mesmo período de 2020, as dormidas diminuíram 30,4%", adianta o gabinete estatístico.
Contas feitas, foram os turistas estrangeiros quem mais contribuiu para a recuperação registada, com 1,8 milhões de dormidas no país. Já o mercado interno contribuiu com 1,2 milhões de dormidas (+251,8%).
Segundo o INE "em fevereiro, registaram-se aumentos [homólogos] das dormidas em todas as regiões". Lisboa foi o destino que somou mais dormidas (29,2%) seguindo-se o Algarve (20,3%), o Norte (18,1%) e a Madeira (13,5%).
Comparando com 2020, a recuperação do número de dormidas em fevereiro foi mais lenta no Algarve (-29,3%), Açores e Madeira (-26,5% em ambas).