

O Super Bowl LX deste sábado está a concentrar atenções dos fãs de desporto nos EUA – e não só. A 60ª final da NFL, entre entre os New England Patriots e os Seattle Seahawks, atrai muito mais do que as 68.500 pessoas que cabem, oficialmente, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. Logo, o preço dos bilhetes, como uma bolsa de valores, oscila para cima e para baixo de acordo com a procura.
No início desta semana, o preço médio de revenda de ingressos nos dois parceiros oficiais da NFL já previa valores acima dos de 2025. Se no SeatGeek o preço médio estava em 9913 dólares, um 1% a menos em relação ao Super Bowl do ano passado, no TickPick o preço médio é 9% maior, isto é, 7694 dólares, no período homólogo.
“O Super Bowl é sempre um dos eventos desportivos mais cobiçados do mundo e o confronto deste ano entre Seahawks e Patriots não é exceção”, disse Chris Leyden, diretor de marketing de crescimento da SeatGeek à revista americana Forbes.
“Neste momento, os preços médios de revenda estão ainda um pouco mais baixos do que no mesmo período do ano passado, dando aos fãs mais flexibilidade para planearem a sua viagem para Santa Clara, mas, conforme nos aproximamos do início do jogo, esperamos que os preços continuem a subir, à medida que o mercado responde à procura”.
“Também estamos a constatar um forte interesse de ambas as costas dos EUA, com os fãs do noroeste do Pacífico a liderar até agora”, continuou o executivo. Segundo a plataforma, os três estados com o maior número de fãs a comprar bilhetes de revenda para o Super Bowl são Washington (24% das vendas), o estado dos Seahawks, Califórnia (16%), o estado anfitrião da festa, e Massachusetts (7%), o estado dos Patriots. Texas e Nova Iorque completam a lista dos cinco estados mais interessados, com 6% e 4%, respetivamente.
Na TickPick, a alta de preços face a 2025 também é vista com normalidade. “O mercado de bilhetes para o Super Bowl pode mudar, muito rapidamente, mas até agora o Super Bowl LX está a seguir a mesma trajetória que normalmente vemos em relação ao volume de pedidos – houve em 2025 um grande pico de pedidos no domingo da final e o mercado agora está a estabilizar-se enquanto os fãs entram no modo ‘esperar para ver’”, diz Brett Goldberg, co-CEO da TickPick, à Forbes. “Como o preço mínimo continua a manter-se firme na faixa de 6200 dólares, a maior questão é se a tendência vai mudar”, completa.
A prática de os fãs esperarem até ao fim de semana do Super Bowl para comprar bilhetes, na esperança de conseguir um preço melhor, continuou – e até aumentou – este ano. No ano passado, 45% de todos os pedidos foram feitos no fim-de-semana do Super Bowl. Este ano, esse número pode ser ainda maior. Tudo depende da tolerância ao risco dos adeptos.
Enquanto isso, os preços na plataforma de revenda de bilhetes de última hora Gametime começaram a cair, partindo de cerca de 6000 dólares, segundo dados da empresa. O preço do bilhete médio disponível até 1 de fevereiro era de cerca de 10.500 dólares – valor semelhante ao do Super Bowl do ano passado no mesmo período.
Além do espetáculo de touchdowns, field goals, drives, punts e turnovers, o Super Bowl de 2026 terá o hino americano cantado pelo jovem músico americano Charlie Puth. O espetáculo do intervalo estará a cargo do popularíssimo rapper porto-riquenho Bad Bunny, recém-vencedor na cerimónia dos Grammys.