

A garantia foi dada esta manhã pelo governante, durante as celebrações de décimo aniversário do programa "Conversa Capital", em Lisboa.
"O Governo tem um programa para cumprir. Essa é a sua missão, o seu foco, a sua obrigação. Seja qual for o resultado (…), o programa do Governo é aquele que está viabilizado na Assembleia da República e é aquele que vai transformar o país", afirmou Manuel Castro Almeida.
Segundo o governante, o executivo liderado por Luís Montenegro está "determinadíssimo em executar o seu programa". "Não creio que, seja qual venha a ser o resultado das eleições presidenciais, isso seja muito relevante para o cumprimento do programa do Governo", acrescentou.
Recorde-se que Luís Montenegro disse mais ou menos o mesmo, logo na noite eleitoral, ao afirmar que o seu partido continuará a “fazer a vontade dos portugueses, que é governar o país e a maioria das Câmaras Municipais”.
Segundo os dados provisórios do Ministério da Administração Interna, na primeira volta das eleições presidenciais, realizada no passado dia 18 de janeiro, o antigo secretário-geral do Partido Socialista António José Seguro recolheu 31% dos votos e o líder do Chega, André Ventura, 23%, apurando-se para a segunda volta.
O candidato apoiado pelo PSD, Luís Marques Mendes - que contou com o ministro da Economia na sede da sua campanha na noite eleitoral -, foi o quinto candidato mais votado, com 11%, atrás de João Cotrim de Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo.
Manuel Castro Almeida rejeitou comparações entre a votação obtida por Ventura na segunda volta e o desempenho do PSD nas eleições legislativas de maio, apontando que são circunstâncias diferentes.
O ministro disse que já decidiu o seu voto, mas não o quis divulgar.
Questionado sobre qual seria o candidato mais adequado para o programa do Governo, o antigo autarca de São João da Madeira atirou a decisão para os eleitores, argumentando que "o Governo e os governos têm sempre convivido" com presidentes da República de outros partidos, mais amigáveis ou hostis.