A contribuição extraordinária exigida pelo Estado português à banca é alvo de críticas por parte de Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta, com o banqueiro a considerar que todos os setores deviam ser tratados da mesma maneira.
"Eu não percebo porque é que a banca paga uma contribuição extraordinária quando há outros setores que não pagam", salientou hoje o responsável, durante a conferência de imprensa de apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano do banco, que decorreu em Lisboa.
"A equidade levaria a que todos os setores fossem tratados de foram igual", reforçou.
Apesar de discordar da medida, que tem sido criticada por vários banqueiros, Vieira Monteiro assegurou que o banco que lidera vai pagar a contribuição especial, revelando que a mesma ascenderá a 12 milhões de euros.
O lucro do Santander Totta quase quadruplicou entre janeiro e setembro, atingindo os 230,4 milhões de euros, tendo Vieira Monteiro realçado aos jornalistas que o banco "só opera no mercado doméstico", ao contrário dos seus principais concorrentes, que têm contributos de peso nos resultados oriundos de outras geografias onde estão presentes.
Questionado sobre a carteira de dívida soberana do banco, o gestor avançou que a mesma é composta por 1,6 mil milhões de euros de dívida pública portuguesa e por mil milhões de euros de dívida pública espanhola.
Vieira Monteiro explicou que esta carteira vai ser gerida em função dos desenvolvimentos que existirem no mercado da dívida.
"Temos tido vencimento de dívida e temos recebido. Este mês recebemos 300 milhões de euros em dívida pública portuguesa e vendemos dívida pública espanhola", revelou.