Prestação média do crédito à habitação sobe 40% para 370 euros em julho

Segundo dados do INE, o capital médio em dívida está agora nos 63 555 euros e taxa de juro implícita foi de 3,878%, "o valor mais elevado desde abril de 2009".
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A prestação média de um crédito à habitação foi em julho de 370 euros. Um aumento, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), de 40,2% em termos homólogos. O capital médio em dívida está agora nos 63 555 euros, depois de ter sofrido um aumento de 259 euros.

De acordo com o comunicado "Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação", referente ao mês passado, o INE diz ainda que no conjunto dos contratos de crédito à habitação, a taxa de juro implícita foi de 3,878%, o que é "o valor mais elevado desde abril de 2009". Como explica o instituto, este valor significa uma subida de 22,9 pontos base (p.b.) face a junho (3,649%).

Já os contratos assinados em maio, junho e julho viram a sua taxa de juro subir de 4,132% em junho para 4,173% em julho, o que representa o valor mais alto desde abril de 2012.

Em julho os juros representaram mais de metade da prestação média - 55% - em contraponto com os 17% de período homólogo (264 euros). Dos 370 euros que custa agora uma prestação média, "204 euros (55%) correspondem a pagamento de juros e 166 euros (45%) a capital amortizado", detalha o INE. Um valor que representa mais nove euros que em junho e mais 106 euros que em julho de 2022.

Já nos contratos dos últimos três meses, o valor médio da prestação desceu cinco euros face ao mês anterior, para 604 euros em julho. Um "aumento de 42,1% face ao mesmo mês do ano anterior", como revela o Instituto Nacional de Estatística.

Nestes mesmos contratos, o montante médio em dívida foi 123 098 euros, mais 528 euros que em junho.

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