Prestações de desemprego recuam 5,5% em abril

Valor médio destes benefícios de desemprego fixou-se em 572,81 euros.
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O número de desempregados com prestações de desemprego recuou 5,5% em abril face ao mês homólogo e 2% em comparação com março, para 175.492, segundo as estatísticas mensais publicadas pela Segurança Social.

De acordo com a síntese estatística mensal elaborada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, registaram-se, assim, menos 10.181 beneficiários em termos homólogos e uma redução de 3.615 em comparação com março.

O valor médio destes benefícios de desemprego fixou-se em 572,81 euros em abril, que compara com 571,77 euros em março.

O número de beneficiários do subsídio de desemprego caiu 2,2% face a março, mas em termos homólogos registou-se uma subida em 0,4%, para 133.301.

Já o subsídio social de desemprego inicial abrangeu em abril 8.685 pessoas, uma redução mensal em 12,7%, mas um aumento homólogo em 34,8% .

Quanto ao número de beneficiários do subsídio social de desemprego subsequente, houve uma diminuição em 0,4% face a março e um acréscimo homólogo em 1,8%, para 24.741.

No conjunto de beneficiários com prestações de desemprego, o sexo feminino representava em abril 56,5% e o sexo masculino 43,5%.

Em termos de variação mensal ocorreu uma redução das prestações de desemprego processadas aos homens em 2,7% e às mulheres em 1,5%.

Segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 6% em abril, em termos homólogos, e recuou 3,5% face ao mês anterior, anunciou o Governo.

O desemprego registado em abril pelo IEFP atingiu 295.422 pessoas, sendo assim inferior ao número de pessoas a receber prestações de desemprego identificadas pela Segurança Social.

Os dados mensais da Segurança Social mostram ainda que as prestações de 'lay-off' abrangeram 5.702 trabalhadores em abril, um aumento mensal em 28,7% e um acréscimo homólogo em 26,8%, com a maioria dos trabalhadores abrangida pelo regime de redução do horário (3.642 pessoas).

As prestações de 'lay-off' foram processadas a 306 entidades empregadoras, mais 43 que no mês anterior.

Quanto aos subsídios por doença, em abril, as várias prestações deste tipo foram processadas a 179.054 pessoas, um aumento em 4,7% face a março, mas um decréscimo em 30,9% em comparação com o mês homólogo.

Em causa estão os subsídios de doença, de doença profissional, de tuberculose, a concessão provisória de subsídio doença, os subsídios por isolamento profilático covid-19 para o próprio e por doença covid-19.

Tendo em conta apenas os dados relativos ao subsídio de doença, esta prestação abrangeu 166.816 pessoas em abril, um aumento mensal em 4,5% e em 10,7% em termos homólogos.

AS estatísticas mostram ainda que, em abril, o número de pensões por velhice processadas foi de 2.088.558, um acréscimo de 1.515 face a março e de 20.891 comparando com o mesmo mês de 2022.

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