O arranque do ano para o setor do turismo foi tão negro quanto se previa. Portugal atravessou um segundo confinamento geral, à semelhança do que aconteceu com os principais mercados emissores de turistas. E o resultado é claro: quedas acentuadas nos principais dados.
Segundo dados do INE, as unidades de alojamento para turistas acolheram, de janeiro a março, 790 mil hóspedes, o que reflete uma quebra de 78,7% face ao mesmo período do ano passado. Importa salientar que, no primeiro trimestre de 2020, janeiro e fevereiro foram meses em que a atividade decorria normalmente, ainda sem os efeitos da pandemia.
No que respeita a estadas, Portugal registou 1,8 milhões de dormidas até março, menos 80% do que em igual período de 2020. Dada a conjuntura internacional, a maioria das dormidas registadas prende-se com residentes. Os dados do gabinete de estatística mostram ainda que esta quebra não foi igual em todo o país.
O Alentejo foi a região que registou uma diminuição menor de dormidas, seguida por Açores, Centro e Norte, "enquanto as restantes registaram decréscimos superiores a 80%". Uma das explicações que poderá haver para tal é que estas regiões têm espaços que permitem um maior distanciamento social.
Com este cenário, no capítulo dos proveitos totais, a queda foi de 83,5%, para um total de 77,6 milhões de euros. Os proveitos de aposento representam a fatia de leão do total, tendo contribuído com 58,4 milhões de euros, que representam uma queda de 82,6% face ao ano passado.