A Refrigor e a Frildo, que juntas detêm 85,85% do capital social da Sumol+Compal, mantiveram o compromisso de adquirir as ações dos acionistas que votaram contra a saída de bolsa da sociedade, foi hoje comunicado ao mercado.
"A Refrigor e a Frildo -- Entreposto Frigorifico mantêm o seu compromisso de, no processo de perda da qualidade da sociedade aberta da Sumol+Compal, adquirir as ações dos acionistas que não votaram favoravelmente a deliberação, adotada na assembleia-geral de 21 de dezembro de 2017, de perda da qualidade de sociedade aberta", lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
De acordo com a informação remetida ao mercado, as empresas manifestam a intenção de aprovar a proposta de distribuição de um dividendo de 0,04 euros por ação.
Desta forma, a Refrigor e a Frildo propõem-se a comprar as ações por 1,701 euros ou, caso seja distribuído o dividendo, pelo valor de 1,661 euros.
Na terça-feira, o auditor independente pedido pela CMVM fixou em 1,701 euros por ação o valor a oferecer aos acionistas minoritários da Sumol+Compal pela saída de bolsa da empresa.
Segundo o comunicado da CMVM, a este valor deverá ser deduzido o montante dos dividendos a distribuir relativos à aplicação de resultados sobre o exercício de 2017.
A CMVM recordou ainda, na altura, que o procedimento relativo ao pedido de perda da qualidade de sociedade aberta da Sumol+Compal não está concluído.
Em 21 de dezembro passado, os acionistas da Sumol+Compal aprovaram em assembleia-geral a saída de bolsa da empresa de bebidas, com o voto contra do BPI (que detém 0,52% do capital social).
A favor votaram Refrigor, Frildo - Entreposto Frigorífico, Eufiger -- Gestão de Empreendimentos Imobiliários e Agrícolas, Tecol - Máquinas e Artes Metálicas, João António Brito Pires Eusébio, Amélia Maria Brito Pires Eusébio e António Sérgio Brito Pires Eusébio, ou seja, 93,79% do capital social com direito de voto.