Pump. O ginásio 'smart cost' com o melhor dos dois mundos

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Quem entra no Pump do Parque das Nações percebe logo que este não é um ginásio low-cost. A decoração é muito cuidada, há um bar à esquerda da entrada e um balcão de receção onde está sempre alguém a receber os sócios.

Percebe-se que o ginásio é recente e houve um cuidado especial com o visual. A sala de exercício é espaçosa e tem muita luz natural, mas o mais interessante são as salas de aulas de grupo: os sistemas de som e o de iluminação deixariam muitos bares e discotecas no canto. Tudo é personalizável ao tipo de aula e de professor, sendo que algumas aulas têm autênticas decorações de festa. É o que os fundadores dos ginásios Pump querem: que os sócios se sintam bem.

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"Queremos ser um ginásio que está disponível para qualquer tipo de pessoa, quer seja em idade ou do que procura. Não somos um ginásio que se rege por cumprir objetivos, queremos que as pessoas se sintam bem", diz ao Dinheiro Vivo Hugo do Ó, diretor de marketing do Pump. A cadeia tem neste momento dois ginásios, o primeiro na Avenida da República, em Lisboa, e o segundo no Parque das Nações, em frente à sede da Novabase. Mas os planos são de expansão, até porque o sucesso dos dois clubes demonstra, no entender dos fundadores, que havia uma necessidade no mercado que não estava a ser atendida e que o Pump veio preencher.

"Abrimos no mês em que a troika decidiu intervir em Portugal" lembra Hugo do Ó. "Mas nos últimos cinco anos já havia no mercado uma procura por um conceito diferente. Tanto a nível de fidelização como mensalidades, havia uma procura por um ginásio mais flexível, que fosse ao encontro do que as pessoas procuram." O responsável chama ao conceito do Pump 'smart cost', com mensalidades entre os 25 e os 39 euros. O essencial do Pump é a qualidade das máquinas (todas da marca premium Precor) e um mapa de aulas vasto, "para corresponder a todas as necessidades ao nível do treino." Para praticar estes preços, não há serviços extra - piscinas, saunas e banhos turcos. "Sinceramente, do feedback que temos tido dos nossos sócios, são serviços que não se usam com tanta regularidade. As pessoas prescindem deles para terem uma mensalidade mais baixa."

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A outra grande diferenciação do Pump é que praticamente todas as suas aulas são próprias. Um conceito que surgiu logo no nascimento da marca. "O Blast é um conjunto de modalidades que assenta em cinco pilares base: trinta minutos, em que tentamos criar maior intensidade dentro da mesma aula, eficaz,divertido e simples, que toda a gente consiga fazer", resume Sérgio Souda, fitness manager da cadeia. "É um produto semi-coreografado, pelo que o instrutor pode acrescentar a sua criatividade em cada uma das aulas."

A média de idades dos frequentadores do Pump é mais baixa que a dos outros ginásios - ronda os 30 anos. O ambiente é simpático. "É um público muito heterogéneo, quer a nível de idade como socioeconómico", adianta Hugo do Ó. "Temos uma postura muito informal em relação aos nossos sócios, também seguindo a média de idades. As pessoas associam-nos a informalidade, boa disposição, energia, sistema de aulas, atendimento e preocupação real com as pessoas que estão no espaço."

A estratégia de expansão já está a ser desenhada, e a ideia é anunciar ainda em 2013 onde vai ser o terceiro clube. Em 2014 haverá um quarto espaço. No médio prazo, a intenção é ter "entre 7 a 8 clubes Pump em Lisboa" até 2017. O mais difícil neste momento é a localização, porque é considerada essencial para o sucesso dos clubes - na República, a lotação máxima já foi atingida e no Parque das Nações está a 80%. Mas como não há fidelização, e as pessoas podem sair e voltar quando querem, todos os meses há abertura de vagas.

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Na reentré, o Pump introduziu mais uma mensalidade: trata-se de uma adesão de fim de semana, válida para sexta-feira, sábado e domingo por um valor de 15 euros. Como estes são os dias em que há menor afluência, é possível para o clube criar uma modalidade mais barata, que apelará a outro tipo de praticantes. Também introduziu duas novas modalidades e está a trabalhar naquilo a que chama de "movie class" - imagine, uma aula em que as pessoas estão ao mesmo tempo a ver um filme em ecrã gigante. As sessões de bicicleta estática nunca mais seriam as mesmas.

Por causa da maturidade que as modalidades Blast já atingiram, existe agora um plano de comercialização destas aulas noutros ginásios que não Pump, à semelhança do que a Les Mills faz com as modalidades que vende para todo o mundo (como o Body Pump e o Body Combat). "Criámos uma parceria com o CEF, primeira entidade do fitness a dar formação em Portugal, temos um acordo e estamos a dar formação Blast", revela Sérgio Sousa. "Ensinamos aos instrutores como construir uma aula. Não só copiarem o que criamos enquanto coreógrafos, mas a darem o seu cunho pessoal."

Os responsáveis do Pump acreditam que trouxeram para o mercado algo inovador. "Preenchemos um espaço no mercado intermédio que estava por explorar", resume Hugo do Ó.

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