O Banco de Portugal recebeu quatro propostas pelo Novo Banco, "cuja análise agora se inicia à luz dos critérios de admissibilidade e seleção estabelecidos no caderno de encargos, divulgado no passado mês de abril", segundo o comunicado divulgado.
O BdP diz que só depois será tomada a decisão sobre a forma como será feita a venda, se venda direta ou em bolsa, como já estava previsto mas não foi definido qualquer calendário.
"Posteriormente, será tomada uma decisão sobre qual das vias – Procedimento de Venda Estratégica ou Procedimento de Venda em Mercado – será seguida para concluir o processo de alienação da participação detida pelo Fundo de Resolução no Novo Banco", diz o comunicado.
O prazo para a entrega das propostas terminou hoje e havia seis interessados conhecidos: BCP, BPI, Santander e os fundos Apollo, Centerbridge e Lone Star.
O BCP e o Santander decidiram não avançar com uma proposta, apurou o Dinheiro Vivo, enquanto a Centerbride e a Apollo previam avançar em consórcio, segundo o Económico.
Se as propostas apresentadas não forem satisfatórias a opção pode ser por não vender e, eventualmente, avançar com uma dispersão em bolsa depois do verão – deixando dissipar os efeitos do brexit, que estão a gerar enorme volatilidade nos mercados de capitais, diz o Negócios.
Este processo de dispersão em bolsa, cujo princípio de projeto está a ser trabalhado com a CMVM, poderá ser já sob a liderança de António Ramalho no Novo Banco. O atual presidente, Eduardo Stock da Cunha, sairá ainda em julho e tudo aponta para que o sucessor seja o atual presidente da Infraestruturas de Portugal. O processo de venda está a ser conduzido pelo Banco de Portugal. O Fundo de Resolução injetou 4,9 mil milhões de euros para preservar os ativos saudáveis do BES e o objetivo é tentar alienar o banco sem custos extra para o Estado e para os contribuintes.