Os consumidores mostraram o seu descontentamento com o sector das comunicações: em setembro subiram 30% face ao ano passado, para cerca de 12,4 mil reclamações. Ainda assim longe de julho, o valor mais alto do ano até ao momento, nesse mês a Anacom registou 13,4 mil reclamações sobre serviços de comunicações, mais 36% do que há um ano. Gestão de contratos de telecomunicações e falhas com a entrega de encomendas postais foram os temas que geraram maior descontentamento junto dos consumidores, diz a Anacom.
Em setembro de chegaram ao regulador cerca de 12,4 mil reclamações sobre serviços de comunicações, mais 30% do que no mesmo mês do ano anterior. "Após o sinal de diminuição do número de reclamações verificado em agosto, as reclamações voltaram a subir em setembro, mantendo-se ainda assim abaixo do valor mais alto do ano, registado em julho de 2020", refere.
Quem lidera queixas?
As telecomunicações geraram o maior volume de queixas, com 5,6 mil reclamações a chegar em setembro, uma subida de 71% face ao ano passado. "Este sector foi o responsável pelo aumento global das reclamações apresentadas através deste meio face ao mês anterior", aponta o regulador.
"Todos os principais prestadores de serviços viram aumentar muito significativamente as suas reclamações face a igual período do ano anterior. A Meo foi o prestador mais reclamado (2,1 mil reclamações) e a NOS aquele que mais aumentou (+144%)", indica a Anacom.
A gestão dos contratos (24%), o cancelamento de serviços (19%) e as avarias (15%) foram os assuntos mais reclamados. Mas foi o cancelamento de serviços (+87%), a ligação inicial (+84%) e a suspensão de serviços (+11%) os que mais aumentaram as queixas face ao ano passado.
E no sector postal?
No sector postal, as queixas subiram 41% em setembro, para 1,8 mil no livro de reclamações eletrónico.
Os CTT foram o prestador mais reclamado (1,4 mil reclamações) e também aquele que mais viu aumentar as reclamações (+60%). O atraso na entrega foi o tema mais reclamado (20%), mas as falhas na distribuição foram o assunto que mais aumentou face a igual período do ano passado (+83%).
Como se queixam os consumidores?
O maior volume de queixas chegou à Anacom através do livro de reclamações eletrónico, com 62% (7,4 mil reclamações) do total de queixas - foi o meio em que mais refletiu o aumento das reclamações face ao mês anterior (+9%).
"O atendimento da Anacom por via telefónica, correio eletrónico e correio físico foi o que mais aumentou neste período em termos relativos (+124%), face a setembro de 2019, tendo representado 14% das reclamações apresentadas pelos utilizadores de serviços de comunicações. O livro de reclamações físico registou pelo menos 3,4 mil reclamações em setembro de 2020", informa o regulador.