As receitas das telecom portuguesas com pacotes de serviços subiram 7,9%, para 494 milhões de euros entre janeiro e março, revela a Autoridade Nacional de Comunicações numa análise publicada este mês. É o maior crescimento anual registado desde 2016, segundo o regulador.
O nível de faturação com pacotes de serviços representa 51,9% do total das receitas retalhistas (953,4 milhões de euros) da Meo, NOS, Vodafone e Nowo, sendo que mais de dois terços (66,7%) proveem das ofertas 4/5 P (quatro ou cinco serviços combinados num único pacote de serviços).
No final de março, o número de subscritores de pacotes de serviços mantinha-se na ordem dos 4,6 milhões (54,2% subscreviam ofertas 4/5P). Este valor mostra-se inalterável face ao trimestre anterior (outubro-dezembro de 2022), mas, em termos homólogos, o número de subscritores de pacotes cresceu 3,4% (+151 mil).
Considerando o volume de assinantes, a receita média mensal por subscritor de pacote foi de 36,13 euros (valor sem IVA) no primeiro trimestre, ou seja mais 4,6% face ao período homólogo de 2022. Este valor representa "o maior crescimento anual desde 2016".
Os crescimentos observados foram diretamente influenciados pelas atualizações de preços das telecom. Em fevereiro, Altice (dona da Meo) e a NOS aumentaram preços até 7,8%, em linha com a variação média do Índice de Preços do Consumidor em 2022. Em março foi a vez da Vodafone. A Nowo foi o único operador a não promover aumentos.
Os dados da Anacom indicam, ainda, que a Meo detinha, no final do primeiro trimestre, a maior quota de mercado quanto a subscritores de pacotes de serviços e quanto a receitas com ofertas em pacote.
No caso do volume de assinantes, a quota da Meo cresceu 0,4 pontos percentuais, para 41,3%. Segue-se a NOS (35,4%, menos 0,4 pontos percentuais), a Vodafone (20,4%, mais 0,2 pontos percentuais) e a Nowo (2,8%, menos 0,3 pontos percentuais).
Aliás, a Meo apresentou a maior quota de subscritores em todos os tipos de oferta, nomeadamente 2P (45,4%), 3P (39,3%) e 4/5P (41,9%).
Quanto a receitas, a quota da Meo era de 41,4%, mais 0,1 pontos percentuais do que há um ano. Logo atrás seguiam NOS (40,4%, mais 0,3 pontos percentuais), Vodafone (16,6%, menos 0,2 pontos percentuais) e Nowo (1,7%, menos 0,2 pontos percentuais).
No final de 2022, as receitas retalhistas dos operadores ascendiam a 3,78 mil milhões de euros, mais 3,5% do que em 2021. Deste valor, metade provinha das ofertas em pacote.