As receitas da Capgemini Portugal deverão ter um aumento homólogo de 16% em 2022, para 188 milhões de euros, com a empresa a prever também que o número de trabalhadores ultrapasse os quatro mil, foi esta terça-feira anunciado..Presente há 25 anos no país, a Capgemini Portugal prevê um "forte crescimento, em dois dígitos [16%]" do volume de receitas no final deste ano e espera "ultrapassar os quatro mil colaboradores em 2022", disse a administradora delegada da empresa, Cristina Castanheira Rodrigues, num encontro com os jornalistas em Lisboa..Na ocasião, a gestora afirmou que a empresa em Portugal tem "3.600 pessoas neste momento" e que está, neste momento, com um "objetivo de ultrapassar as quatro mil pessoas este ano. Isto significa que há negócio", assegurou..Devido aos desafios de contratar no mercado tecnológico, a Capgemini Portugal está já a recrutar trabalhadores noutros mercados, nomeadamente "Brasil, México, Argentina", sendo que o esforço implica ter "mais de 100 recrutadores na área das tecnologias de informação a trabalhar", realça a gestora..E prosseguiu: "Até à data, o número de colaboradores da empresa aumentou em 18% (mais 1.210), mas para suportar o crescimento do negócio [no que respeita à transformação digital e à indústria inteligente], temos em curso campanhas de recrutamento para atrair mais 600 colaboradores", o que atira para mais de 4.000 o número no final deste ano..Em comunicado, a empresa especializada em serviços de tecnologia, consultoria e engenharia refere ainda que o crescimento do negócio em Portugal teve como "principais motores" os setores dos Produtos de Consumo (41%), Energia (28%) e o Público (21%)..Questionada ainda sobre a possibilidade de uma recessão económica, Cristina Rodrigues reconheceu este cenário "devido ao regresso de uma guerra na Europa", o que levou a que a empresa antecipasse "uma perspetiva mais conservadora e mais sustentável" no que respeita ao crescimento, para "não fazer o que muitas empresas estão a fazer, que é libertar pessoas"..A estratégia da empresa para os próximos anos foi dada a conhecer por Cristina Rodrigues, tendo sido esta a primeira vez em que a subsidiária do grupo Capgemini especificou a sua estrutura organizacional, depois da conclusão do processo de integração da Altran (em 2020) e da consequente criação de duas marcas que atuam sob a insígnia da mesma entidade, a Capgemini e a Capgemini Engineering..Assim, Cristina Rodrigues é a administradora-delegada da Capgemini Portugal e pertence também à gestão da empresa, sendo que integra este órgão em conjunto com Eric de Quatrebarbes, responsável do "cluster" da Europa, a quem Portugal reporta, e com Anne Lebel, diretora de Recursos Humanos do grupo Capgemini..Ao integrar a Altran no negócio, Maria da Luz Penedos, que estava na Altran, é agora a "managing diretor" da nova submarca, denominada Capgemini Engineering..Atualmente, na Capgemini Engineering, a empresa está a desenvolver esforços em Portugal, nomeadamente, no 5G ou na engenharia para o setor automóvel (automação)..Quanto ao centro instalado pela Altran no Fundão, uma das "joias", drizem, este passou para a Capgemini Portugal..Além dos seis escritórios e dois "hubs", um deles vocacionado para o desenvolvimento de software "low-code" OutSystems, uma forma de acelerar o desenvolvimento de aplicações, a empresa tem ainda laboratórios dedicados a tecnologias como o 5G ou a mobilidade..Segundo Maria da Luz Penedos, em breve, os laboratórios da Capgemini em Portugal vão ter "mais uma valência - a computação quântica"..Assim, ao laboratório de media, ao de mobilidade e ao de 5G vai irão juntar-se-á o Quantum Lab, resultante de uma parceria com a norte-americana IBM, sendo que este laboratório estará particularmente focado na área da cibersegurança na tecnologia quântica, salientou a responsável.