Reclamações no setor das comunicações desceram 2% em 2023

Anacom recebeu pouco mais de 107 mil queixas. Faturação e contratação de serviços foram os principais motivos das reclamações dos consumidores
Reclamações no setor das comunicações desceram 2% em 2023
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O número de queixas apresentadas pelos consumidores à Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) contra as empresas que fornecem serviços de comunicações diminuiu 2% em 2023, para 107,1 mil reclamações. Houve menos cerca de três mil reclamações face a 2022, revelou o regulador esta quinta-feira.

Das 107,1 mil queixas, 69,8 mil (-4% face a 2022) visam o setor das telecomunicações e 37,5 mil, "em linha com o registado em 2022", incidem sobre o setor postal.

Nas telecomunicações, o regulador realça que "a faturação de serviços foi o assunto mais reclamado" (19,1% do total das reclamações), notanto que "as queixas que mais aumentaram em 2023 foram motivadas pelo aumento do preço do serviço". No último ano, os operadores históricos - Altice, NOS e Vodafone -  aumentaram os preços até 7,8%. "Em contrapartida, a cobrança de penalização por cancelamento antecipado no caso de alterações de circunstâncias do reclamante foi o motivo que mais diminuiu em 2023", lê-se.

A contratação de serviços (16,6%), problemas relacionados com assistência técnica (13,1%), falhas nos serviços (13,1%) e o cancelamento de serviços (9,5%) foram os outros assuntos mais reclamados.

A NOS foi o operador que registou mais reclamações por mil clientes (7,5), seguindo-se a Vodafone com 6,6 e a Meo (Altice) com 3,7. No entanto, em termos absolutos, a Vodafone representa 35% das queixas, "apesar do seu número de reclamações ter diminuído face a 2022", seguindo-se a NOS (34%), a Meo (29%) e a Nowo (3%).

Segundo a Anacom, apenas a NOS registou um aumento do número de queixas apresentadas.

No setor postal, registaram-se 37,3 mil reclamações.

"A falta de tentativa de entrega no domicílio foi o motivo mais mencionado nas reclamações sobre serviços postais", o que representa 21% das 37,3 mil queixas apresentadas ao regulador. 

Os restantes motivos foram: Atrasos na entrega (7%); entregas na morada errada (7%); demora ou não resolução de problemas (7%); extravio de correio registado (6%), devolução indevida (5%); atrasos na entrega de correio e encomendas internacionais (5%); e atrasos reiterados na entrega de correio e encomendas e cobertura de serviço deficiente (5%).

Os CTT foram responsáveis por 30,5 mil reclamações, cerca de 82% do total, mas registaram uma diminuição das reclamações de 4% face a 2022. O segundo operador postal mais reclamado foi a DPD, com 3,4 mil reclamações, o que representa uma subida de 37% face a 2022. 

"O conjunto de outros prestadores menos reclamados (UPS, General Logistics, Ibercourier, DHL, entre outros) representa ao todo cerca de 9% das reclamações registadas pela Anacom nos serviços postais e também viu aumentar o seu volume de reclamações (+17%) neste período", lê-se.

Sobre as reclamações dos consumidores em Portugal importa referir que, em fevereiro, a associação de defesa do consumidor Deco revelou ter recebido quase 360 mil queixas em 2023, sendo as telecomunicações o principal motivo das reclamações.

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