Referendo no Reino Unido não será sobre permanência ou saída da UE

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O referendo que o primeiro-ministro britânico admite fazer sobre a relação com a União Europeia não será sobre a permanência ou não do Reino Unido, clarificou hoje David Cameron.

"Há aqueles que defendem um referendo agora sobre a permanência ou saída", admitiu, dirigindo-se hoje no parlamento a alguns dos deputados do próprio partido Conservador.

Porém, vincou não concordar com esta ideia porque disse não acreditar que "deixar a União Europeia seria o melhor para o Reino Unido".

"Nem acredito que votar para manter o estatuto atual seria o melhor", acrescentou.

Cameron defende que o país deve esperar que a zona euro resolva a crise financeira, e depois aproveitar para mudar a relação com a UE, mantendo o interesse no comércio livre e mercados livres e cooperação.

"Menos custos, menos burocracia, menos intromissão em assuntos que pertencem aos estados-nação", resumiu.

Por isso, conclui, mantendo a abertura a um referendo no futuro quando se tornarem mais claras as negociações sobre qual será o modelo de governação da UE.

Nessa altura, disse, deve ser considerado "qual a melhor forma de obter o consentimento da população britânica".

O atual governo, composto por conservadores e liberais democratas, introduziu, ao entrar em funções em 2010, uma lei que impõe uma consulta popular para autorizar nova transferência de poderes para Bruxelas.

Num discurso hoje em Londres, o antigo ministro da Defesa Liam Fox defendeu que o Reino Unido deve renegociar a relação ou, se não conseguir, "considerar uma saída da UE" através de um referendo.

No domingo, Cameron escreveu num jornal "não ser contra referendos sobre a Europa".

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