Aveiro "funciona bem a nível empresarial" e é um "bom exemplo de uma economia saudável", destacou António Cunha, presidente da Delegação Norte da Ordem dos Economistas, na palestra em que fez o enquadramento e abordou a estratégia e competitividade da região.
As empresas aveirenses também enfrentam dificuldades provocadas pela pandemia, é certo, mas continuam a sobressair no panorama nacional pela positiva. "Portugal tem um défice comercial", mas a região de Aveiro "exporta mais do que importa", gerando "riqueza, disse António Cunha. A "intensidade exportadora do país é de 28% e a de Aveiro ronda os 50%", precisou.
Também a nível de exportação de bens de alta tecnologia, que António Cunha considera ser o "caminho" a seguir no futuro, Aveiro está bem classificada, já que estes bens representam 5,57%, "ligeiramente acima da médica nacional".
Ainda segundo o economista, a nível de mão-de-obra também há aspetos positivos a destacar, já que 48% dos que têm formação superior são das áreas das ciências e tecnologias, que são relevantes para as indústrias. A região está, neste parâmetro, "acima da média nacional".
São estes números que fazem António Cunha elogiar Aveiro e destacar a região como um "bom exemplo".
Mas "a melhor economia é a preventiva", salientou o moderador Camilo Lourenço, ao lançar o mote aos oradores.
Para a Ageas Seguros, a "prevenção e a gestão do risco" são uma importante chave da eficiência do negócio. Alexandra Catalão, diretora de marketing da seguradora, tem-se esforçado para "sensibilizar os empresários para a prevenção do risco" e "dar visibilidade a boas práticas.
A Ageas, explicou Alexandra Catalão, "está ao lado dos clientes quando ocorrem acidentes", mas quer antes "preveni-los". Por isso, desenvolveu um programa, sem custos, em que visitam empresas, identificam áreas com propensão a acidentes (a nível de pessoas, património ou ambiente) e propõem como atuar para resolver os problemas.
"O seguro apenas cobre os custos diretos, mas existem muitos custos indiretos", que são a parte "submersa de um iceberg" que pode sair caro. "O facto de ocorrer um acidente pode pôr em causa a reputação e imagem de uma empresa", para além de colocar em causa a segurança dos colaboradores e da empresa, sublinhou a diretora de marketing.
Por cada euro investido em prevenção "há um retorno de 2,20 euros" para a empresa, salientou, apontando que o dado foi apurado por um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.