Relações de trabalho nas Misericórdias passam a estar reguladas por Contrato Coletivo de Trabalho

Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, disse ter consciência de que "pagar mais e melhor aos trabalhadores" é a única forma de estar no plano do trabalho digno.
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A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) assinou um Contrato Coletivo de Trabalho com a CGTP, depois de já o ter feito com a UGT, passando todos os trabalhadores a ter relações de trabalho reguladas, confirmou à Lusa o presidente da UMP.

Manuel Lemos adiantou que a organização assinou na quarta-feira, com a Confederação-Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-In) um Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), depois de já o ter feito com a União Geral dos Trabalhadores (UGT) há cerca de um mês.

"Todos temos a consciência de que só com os trabalhadores devidamente protegidos como merecem é que conseguimos fazer frente aos múltiplos desafios que temos pela frente", disse o presidente da UMP, acrescentando que foi necessário avançar na regulamentação do trabalho e da proteção das instituições e dos seus trabalhadores.

Manuel Lemos referiu que o CCT "traz um conjunto de medidas interessantes sobre a regulamentação do trabalho", que, em muitos casos, "vai além da Lei Geral do Trabalho".

"Temos a consciência que temos que pagar mais e melhor aos nossos trabalhadores e também dar-lhes outro tipo de regalias, porque é a única forma que há de estarmos no plano do trabalho digno, que a concertação social acertou, e, sobretudo, de termos pessoas que gostam de trabalhar connosco", apontou.

Defendeu que, para isso, é igualmente necessário que o Estado corrija - "e bastante" - as suas comparticipações para o setor social, recordando que o que ficou assumido no Pacto de Cooperação, assinado em 2021, foi uma "participação equitativa", o que corresponderia a 50% do valor total de financiamento.

Questionado sobre se com este CCT haverá um aumento dos salários, tendo em conta muitos destes trabalhadores recebem o salário mínimo nacional, Manuel Lemos disse que "será recomendável" que as instituições que puderem o façam, defendendo mais uma vez que para isso será necessário que o Estado aumente o valor das comparticipações.

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