REN só tem 7% de acionistas portugueses. Mais de 30% é chinês

A Logoplaste e a Oliren saíram em 2014 e 2015 e esta quinta-feira, a Gestmin reduziu a sua participação de 6% para 2,7%. Só EDP mantém os 5%.
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A Redes Energéticas Nacionais (REN) está a perder os seus acionistas portugueses, alguns deles históricos. Atualmente, já só tem 7,2% de capital nacional na estrutura, distribuídos por duas empresas - a EDP com 5% e a Gestmin de Manuel Champalimaud que esta semana reduziu para 2,7%. Mas há dois anos tinha cerca de 20%, distribuídos por quatro empresas, ou seja, à EDP e à Gestmin, juntavam-se a Logoplaste e Oliren.

Foram precisamente estas duas últimas as primeiras a sair. A Logoplaste, de Filipe de Botton, começou a reduzir a sua participação em 2014 e saiu definitivamente em 2015. E a Oliren vendeu os 5% que tinha em novembro do ano passado por 70 milhões de euros. Agora foi a vez da Gestmin, que anunciou esta quinta-feira uma redução da participação de 6% para 2,7%, encaixando cerca de 50 milhões de euros.

No capital da REN destacam-se, assim, os chineses, com 30,3% do capital, dos quais 25% são da State Grid - que comprou na privatização em 2012 - e 5,3% são da Fidelidade, detida pela Fosun. Há depois omanitas com 15%, espanhóis com 5% e norte-americanos com 2,1%. Contudo, o líder é mesmo o free float, que com a redução da Gestmin, tem agora quase 40%.

Da mesma forma que vai perdendo capital nacional, a REN vai também tendo menos nomes portugueses com assento na administração, ainda que todos eles fossem não executivos, porque eram os representantes dos acionistas. É o caso de Filipe de Botton, que saiu logo em 2014, e de Francisco João Oliveira, da Oliren, que saiu o ano passado.

Da EDP já não tinha qualquer representante, porque a Comissão Europeia não permite que empresas de eletricidade elegam administradores. Mais, só os deixa ter até 5% da empresa, como é o caso. E da Gestmin mantém-se, para já, Manuel Champalimaud que poderá sair na próxima assembleia geral, a 13 de abril, já que a empresa que gere reduziu a participação e o próprio Manuel Champalimaud deixou de ter qualquer título da REN.

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