Renata Martins assume liderança da BASF Portugal e reitera compromisso ambiental da empresa química

Com mais de 25 anos de experiência e depois de ter concretizado os 500 milhões de euros de faturação em 2022, um recorde na história da empresa, a gestora brasileira abraça o cargo de CEO, priorizando pessoas, ambiente e clientes.
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Depois de um interregno de sete anos em que ocupou uma posição de chefia na GE Water & Process Technologies, Renata Martins regressou à BASF em 2018, onde já tinha trabalhado de 2002 a 2011, e assume agora o cargo de CEO da empresa em Portugal, no ano em que o player alemão da indústria química celebra 75 anos.

Para os próximos quatro anos, estabeleceu três grandes prioridades: pessoas, ambiente e clientes, pretendendo conduzir a BASF portuguesa no assumir de um papel ativo na área da sustentabilidade. "Quero começar por entender o mercado para ver as possibilidades de expansão e novos negócios", começa por explicar a engenheira química de formação com mais de 25 anos de experiência.

A promoção do espírito de equipa e a manutenção da moral elevada é outro dos focos da gestora brasileira, que durante o período pandémico conseguiu manter a sua anterior equipa motivada, mesmo perante as quedas drásticas de mercado, o aumento dos custos das matérias-primas e produções paradas. Como resultado, deixou a antiga função depois de estabelecer um novo recorde histórico de faturação em 2022, atingindo os 500 milhões de euros.

Atualmente, a BASF Portugal conta com 35 colaboradores e gera um volume de vendas anual de 500 milhões de euros nas indústrias química, agrícola e da construção.

De recordar que a empresa anunciou, em fevereiro, o corte de 2600 postos de trabalho, mais de metade na Alemanha. De acordo com a CEO, e apesar dos cortes, serão criados 900 novos empregos e o negócio em Portugal não será afetado pela reestruturação.

A nova responsável reiterou o seu compromisso para com os objetivos de sustentabilidade da empresa, nomeadamente para cumprir as metas estabelecidas para a neutralidade carbónica até 2050.

Para que tal seja possível, a BASF utilizará entre 2,5% e 3% da faturação global no investimento para o objetivo Net Zero, designadamente apostando no "way to green" através de energias renováveis e tecnologias de captura de carbono que permitam minimizar a pegada ambiental.

Adicionalmente, o grupo compromete-se a reduzir em 25%, em comparação com 2018, as suas emissões de CO2 até 2030 - nos scopes 1 e 2 -, particularmente através de uma gestão sustentável de água e de resíduos.

Relativamente ao que se prevê para o final de 2023, ao nível da faturação, Renata Martins diz que este não será um ano para bater recordes, embora acredite que os valores estarão na mesma ordem do ano passado.

Para o período de 2023-2027, a BASF vai realizar investimentos de 28,8 mil milhões de euros, 30% dos quais dirigidos à Europa, mercado prioritário do grupo. Cerca de 10 mil milhões serão direcionados para investimentos na China.

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